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Na Somincor «trabalhadores não se deixaram intimidar» e convocam nova greve

A adesão da última greve e a ausência de respostas pela empresa motivaram nova greve dos trabalhadores da empresa mineira de 4 a 8 de Junho.

CréditosAndré Kosters / Agência LUSA

Do dia 4 até à manhã do dia 8 de Junho os trabalhadores da Somincor — Sociedade Mineira de Neves-Corvo estarão em greve. A paralisação de pouco mais de três dias pretende dar visibilidade à insatisfação dos trabalhadores com as propostas de actualização dos salários divulgadas pela empresa.

A última greve, de 26 de Março, demonstrou a amplitude desta insatisfação, registando-se forte adesão. A presença da GNR durante toda a duração da greve e a grande quantidade de serviços mínimos foram, segundo o sindicato, algumas das «tentativas patronais de conter a luta e limitar os seus resultados», afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM/CGTP-IN) numa nota que enfatiza também que «trabalhadores não se deixaram intimidar».

A luta continua com o fôlego dos trabalhadores esclarecidos e motivados pela implementação do Caderno Reivindicativo. Nesta, entre várias reivindicações, exige-se o aumento do Salário Mínimo Nacional de 150 euros; ajustes nos subsídios de trabalho longo, de alimentação, de habitação e outros; apoio para o combustível em 0,36 euros/km, pois não há  transportes públicos para a empresa; 25 dias de férias para todos os trabalhadores; melhorias no seguro de saúde com a eliminação de qualquer franquia.

A administração da Somincor, que não tem ido ao encontro das reivindicações, tenta invocar dificuldades financeiras para não dar resposta aos trabalhadores — o que não tem impedido a realização de «investimentos em outras áreas, como a aquisição de viaturas de luxo». Contudo, o STIM relembra que em anos anteriores os bons resultados não garantiram voluntariamente a valorização dos salários dos trabalhadores.

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