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Misericórdias têm adiado «deliberadamente» a actualização salarial

Os trabalhadores das Misericórdias e Santa Casa farão greve e concentração na sede da UMP, em Lisboa, esta sexta-feira. Docentes nas instituições exigem mais.

CréditosLuis Ruivo / LUSA

A jornada de luta promovida amanhã pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) levará os trabalhadores das Misericórdias e Santas Casas até à sede da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), às 15h, em Lisboa.

Sem qualquer actualização salarial há anos sucessivos, os trabalhadores exigem salários dignos — com retroactividade até Janeiro de 2024 —, melhores condições laborais e a integração das instituições na esfera do Estado.

De acordo com a estrutura sindical, receia-se que a negociação do aumento salarial — principal reivindicação dos trabalhadores — seja abandonada pela entidade patronal em 2024, como já ocorreu em 2023. Após a insistência da Federação nas negociações, as Misericórdias comprometeram-se com a divulgação de uma nova proposta de aumento salarial, que nunca chegou a ser apresentada.

Além da falta da contraproposta, a greve e concentração têm lugar na sequência da interrupção das reuniões negociais, com a estrutura sindical a afirmar que está desde Maio a aguardar pela próxima reunião com a administração. Neste sentido, a FNSTFPS denuncia que as misericórdias têm «empurrado deliberadamente a actualização salarial para daqui a mais uns meses».

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou que também estará presente na mobilização, subscrevendo as reivindicações apresentadas pela FNSTFPS. Os docentes das Misericórdias exigem a equiparação da carreira à que já está em vigor no Contrato Colectivo nas Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como a revogação da norma que impede a progressão de carreira dos educadores nas creches.

O momento de luta, enquadrado na agenda da «Semana de Esclarecimento, Acção e Luta» da CGTP-IN, contará com a presença e intervenção do coordenador da Federação, Sebastião Santana, e do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.

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