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Médicos partem para a greve, solidários com a restante função pública

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) emitiu um pré-aviso de greve para o dia 12 de Novembro, tendo subscrito as «reivindicações dos trabalhadores da administração pública» e da Frente Comum.

Médicos protestam durante a greve e manifestação convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, 3 de Julho de 2019.
CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

A proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2022 não resolve os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nem a falta de condições de trabalho dos médicos, considera a FNAM. «O investimento anunciado continua a ser insuficiente, não existindo uma política de valorização dos seus recursos humanos, apesar das medidas e acções de propaganda que têm sido anunciadas».

Considerando que «não pode ficar impávida perante esta atitude», a federação exorta os médicos a manifestar a sua insatisfação aderindo à greve da Administração Pública de dia 12 de Novembro, assim como à greve geral de médicos de 23, 24 e 25 de Novembro.

São vários os motivos que levam estes profissionais da área da saúde a assumir esta postura reivindicativa: «o respeito rigoroso pela periodicidade dos concursos de habilitação da carreira médica e a previsão em acordo colectivo de trabalho (ACT) do direito a dois dias de descanso semanal e ao descanso compensatório».

«O redimensionamento da lista de utentes dos médicos de família, a implementação do Suplemento de Autoridade de Saúde e a uniformização do regime de disponibilidade permanente», são mais algumas das medidas essenciais para os médicos e cuja negociação não tem dado frutos.

Por estes motivos, e mais alguns, a FNAM e os seus associados partem para um alargado período de luta, na defesa de um carenciado SNS.

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