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Greve dos médicos reforçada no último dia

O último dos três dias de greve registou uma adesão global superior a 85%, com a subida do número de profissionais em protesto, sobretudo no norte do País, em defesa de mais meios para a Saúde.

CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

Em conferência de imprensa ao início da tarde, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), afirmaram adesão cresceu em todo o País, «num balanço extraordinariamente melhor que o de ontem».

«Os blocos continuam com adesão quase a 100%, aumentou imenso a participação na greve dos médicos nas consultas externas dos hospitais, tanto dos grandes como dos pequenos centros. Aumentou também a participação dos médicos de família em todas as unidades de norte a sul do País», afirmou João Proença, presidente da FNAM.

O responsável saudou os médicos que «participaram na jornada» e recordou os «120 milhões de euros» gastos nas empresas de trabalho temporário que, considera, deviam ser aplicados em hospitais ou centros de saúde, actualmente em «situação de rotura», o que resulta em «longos tempos de espera, milhares sem médico de família» e em desgaste rápido dos profissionais.

Os sindicatos lembram que convocaram a greve «face à degradação do SNS e das condições de trabalho dos médicos», e lembram que a paralisação surge «após dois anos de tentativas de negociação com o Ministério da Saúde», e apesar do ministro afirmar que concorda com a maioria das reivindicações.

Em termos concretos, reivindicam uma redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais, uma diminuição progressiva até 12 horas semanais de trabalho em urgência e uma redução do número de utentes dos médicos de família para 1500 utentes, actualmente em cerca de 1900.

Entre outros motivos da greve estão ainda a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, o descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reform

Durante a paralisação nacional os serviços mínimos foram garantidos, estando previstas a satisfação das necessidades sociais impreteríveis, como as urgências, tratamentos de quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia, ou cuidados paliativos em internamento.

Com agência Lusa

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