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A maioria dos trabalhadores da Sonae não foi testada

Apenas os trabalhadores de um dos armazéns da Sonae na Azambuja foram testados, apesar de mais de 3000 usarem a mesma entrada e partilharem diversos espaços interiores.

Trabalhadores em greve com Arménio Carlos, então secretário-geral da CGTP-IN, e Isabel Camarinha, no entreposto da Azambuja, a 24 de Fevereiro de 2020.
Trabalhadores em greve com Arménio Carlos, então secretário-geral da CGTP-IN, e Isabel Camarinha, no entreposto da Azambuja, a 24 de Fevereiro de 2020.Créditos / CESP

Apesar de ser reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) há várias semanas, a empresa só anunciou o teste a todos os trabalhadores depois de ter vindo a público que existiam alguns casos de infecção de Covid-19.

O sindicato denuncia que, até ao momento, apenas estão a ser testados os trabalhadores de um dos armazéns onde os casos se verificaram.

Para o CESP, esta decisão «irresponsável», uma vez que exclui a maioria dos mais de 3000 trabalhadores do entreposto, que utilizam a mesma entrada nas instalações e partilham diversos espaços interiores, para além da já conhecida situação dos transportes públicos.

«Não bastava o anunciado prémio de 20% para todos os trabalhadores na "linha da frente", que afinal não é para todos, a Sonae volta a distorcer a realidade», afirma o a estrutura sindical, acrescentando que são necessárias medidas preventivas e «respeito» pelos que criam a riqueza da empresa e «assumem os riscos em tempos de crise».

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