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Luta pode endurecer na Refrige Coca-Cola

Os trabalhadores encontram-se em greve às horas extraordinárias na fábrica de Palmela e podem endurecer a luta se não houver uma «evolução substancial» por parte da administração da empresa.

Créditos / Bloomberg

A União de Sindicatos de Setúbal (USS) divulgou um comunicado informando que a luta dos trabalhadores da Refrige/Coca-Cola «pode tomar outros contornos» caso «não exista evolução substancial na proposta» da administração da empresa.

A proposta actual da administração é de os salários serem negociados bienalmente, propondo aplicar um aumento salarial de 0,5% no corrente ano e de 1% no próximo ano.

Os trabalhadores, segundo o comunicado da USS, pretendem que o aumento seja negociado anualmente e rejeitam os percentuais apresentados nem sequer são «admissíveis na discussão», já que «a Refrige tem mais que condições para satisfazer» maiores aumentos e lembram que «a fabrica nunca esteve parada na altura dos estados de emergência devido à pandemia».

Os trabalhadores da Refrige/Coca-Cola já se encontram em greve ao trabalho extraordinário desde o dia 13 de Julho, para apoiar as negociações de aumentos salariais em curso.

A Refrige é responsável pela produção de 90% dos produtos da Coca-Cola vendidos em Portugal e exporta 28% da sua produção. Em 2018 anunciou a expansão dos seus negócios em Portugal, prometendo investimentos de 120 milhões nos cinco anos subsequentes, segundo o Dinheiro Vivo.

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