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Luta intensifica-se contra despedimento colectivo na Altice

Trabalhadores e sindicalistas protestaram, esta sexta-feira, junto à residência oficial do primeiro-ministro, a quem exigem uma posição «clara e inequívoca contra o despedimento anunciado.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Esta iniciativa foi decidida em Junho, numa reunião entre os sindicatos da Frente Sindical e a comissão de trabalhadores, em que também se marcou um plenário de trabalhadores no Porto, dia 14 de Julho, e uma outra concentração de activistas sindicais junto à residência oficial do primeiro-ministro, dia 16.

Para o dia 21 de Julho, foi já anunciada uma greve geral na empresa e uma concentração junto à sede da mesma, nas Picoas, em Lisboa.

Os representantes dos trabalhadores afirmam que se trata de «um despedimento colectivo político» em que a gestão utiliza os funcionários como «arma de arremesso» contra o Governo e os reguladores (ANACOM e AdC), procurando desta forma condicionar uns e outros, bem como a Assembleia da República, para que «sirvam os seus interesses económicos e a ganância de arrecadar a maior fatia possível com o 5G».

Em comunicado, as estruturas lembram que, no passado dia 1, todos os trabalhadores que constam da lista do despedimento colectivo foram confrontados com o acesso barrado ao portal, ao e-mail, aos telemóveis, e aos parques de estacionamento da empresa.

«Como mais esta brutal ofensiva aos seus direitos era demasiado violenta, certamente alguém alertou os “promotores da mesma” face às elevadas “coimas” a pagar e a situação começou a ser regularizada só em parte», revela a nota. Nesse mesmo dia, numa reunião com a comissão de trabalhadores, a gestão afirmou que se tratou de « um erro técnico que já estava reparado».

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