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Altice não atribui funções a trabalhadores que quer despedir

Depois de comunicar a intenção de proceder a um despedimento colectivo de 232 trabalhadores, a empresa deu instruções para impedir que estes prestem efectivamente o seu trabalho.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

A Altice Portugal comunicou, no dia 30 de Junho, à comissão de trabalhadores da MEO, a intenção de proceder a um despedimento colectivo de 232 trabalhadores constantes de uma listagem que anexou com o respectivo local de trabalho.

Os representantes dos trabalhadores vêm agora denunciar que, a partir desta quinta-feira, a empresa deu instruções no sentido de «injustificadamente obstar a que os trabalhadores da mencionada listagem prestem efectivamente o seu trabalho».

Em comunicado, a frente sindical dá nota que, a partir do dia 1 de Julho, a empresa, deliberadamente, não atribuiu funções aos trabalhadores que constam da listagem e que cortou o acesso ao portal da empresa aos que se encontram em teletrabalho, impossibilitando-os de desempenhar a sua actividade.

A outros, que se encontravam com tarefas presenciais na casa dos clientes, foi-lhes exigida a entrega das ferramentas de trabalho e a entrega das viaturas que tinham distribuídas, mandando-os ficar em casa.

Os sindicatos denunciam que esta conduta constitui uma violação do Código do Trabalho e visa criar «um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante e desestabilizador àqueles trabalhadores», o que constitui assédio moral.

Assim, e uma vez que estas condutas se traduzem na prática de contra-ordenações muito graves, os sindicatos da frente sindical solicitaram a intervenção urgente serviços inspectivos.

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