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Luta dos trabalhadores do Metro Transportes do Sul anula greve

Os trabalhadores do Metro Transportes do Sul (MTS) cancelaram as greves previstas para 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, depois de avanços negociais com a administração.

Motorista do Metro Sul do Tejo a atravessar o viaduto que faz a ligação à estação ferroviária do Pragal, em Almada. 15 de Dezembro de 2017
Motorista do Metro Sul do Tejo a atravessar o viaduto que faz a ligação à estação ferroviária do Pragal, em Almada. 15 de Dezembro de 2017CréditosInácio Rosa / Agência LUSA

Num comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF/CGTP-IN) informa que, após a marcação da greve no MTS, realizaram-se reuniões com a administração, onde se discutiram as reivindicações dos trabalhadores e se obtiveram conquistas que anularam a greve.

A actualização de 1,5% na tabela salarial e nas cláusulas de expressão pecuniárias, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2018 (com excepção para o prémio de avaliação) e o pagamento de um euro a acrescer ao abono para falhas, a partir de 1 Dezembro de 2017, para compensar tempo despendido a realizar o fecho de caixa aos trabalhadores que prestem serviço nos postos de atendimento, são algumas das vitórias alcançadas pelos trabalhadores. 

O sindicato frisa ainda a conquista do pagamento de um «prémio de disponibilidade de 2 euros por dia de trabalho aos trabalhadores presentes na empresa e que tiverem folgas rotativas, serviços por escala e não tiverem condicionantes de qualquer tipo relativamente ao horário ou ao serviço, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2018».

Em relação ao fecho dos postos de atendimento às 20h30, o SNTSF informa que a empresa vai analisar, durante o primeiro semestre deste ano, a eficiência deste horário de fecho, informando o sindicato dos resultados, para que ambas as partes possam fazer uma avaliação.

Apesar dos compromissos assumidos pela administração, os trabalhadores dizem estar «conscientes» de que os motivos de luta «não se esgotam aqui» e que a «grande reivindicação» continua por concretizar.

Os trabalhadores lutam pela negociação de um acordo de empresa que abranja todos os trabalhadores da MTS, garanta direitos, valorize salários e «defina, claramente, quais os deveres e direitos dos trabalhadores, retirando-se assim o poder discricionário da administração».

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