Vários trabalhadores do grupo Lusíadas Saúde, uma das maiores instituições empresariais no sector da doença em Portugal, aderiram a uma greve realizada no dia 17 de Abril, convocada para permitir que os trabalhadores participassem numa manifestação contra o pacote laboral organizada pela CGTP-IN. Posteriormente, os trabalhadores da Lusíadas que aderiram à greve foram confrontados com «faltas injustificadas» por não se apresentarem ao trabalho nesse dia, com «o desconto de três dias de salário», uma violação clara do direito à greve, refere nota do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).
A empresa alega que não teve conhecimento do pré-aviso de greve. O CESP contesta esta afirmação, dado que o pré-aviso foi entregue atempadamente à Confederação Empresarial de Portugal (CIP) da qual a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) é Vice-Presidente e faz parte da Comissão Executiva.
Um mês depois, e após intervenção do sindicato, o grupo Lusíadas Saúde viu-se obrigado a restituir os três dias de salário roubados aos seus trabalhadores mas insiste em manter as faltas injustificadas. Para além de uma reunião com a instituição privada, o CESP apresentou uma denúncia na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)», da qual aguardam o resultado da acção inspectiva, e apresentou a situação à Inspectora Geral do Trabalho.
«O Grupo Lusíadas age como se o Pacote Laboral já estivesse em vigor, mas não está: nem vai estar, os trabalhadores não irão deixar». Ainda que o dinheiro tenha sido restituído aos trabalhadores, o CESP mantém a intenção de avançar com um processo judicial contra o grupo Lusíadas Saúde pela aplicação das faltas injustificadas.
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