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Laboração contínua travada na Carl Zeiss

A greve, dinamizada desde dia 31, contou com a adessão massiva dos trabalhadores, que lutavam contra a laboração contínua e em defesa da conciliação do trabalho com a vida pessoal e familiar

Concentração de trabalhadores à porta da empresa
Concentração de trabalhadores à porta da empresaCréditos / União de Sindicatos de Setúbal

A adesão à greve na Carl Zeiss, em Setúbal, rondou os 100% em todos os turnos, afirma a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN) em comunicado, acrescentando que duplicou o número de novas sindicalizações nos últimos dias. 

Para além disso, a luta organizada dos trabalhadores deu frutos, uma vez que caiu por terra a intenção patronal de impor a laboração contínua no sábado, dia 2 de Janeiro.

Para além da defesa do período normal de trabalho nos dias úteis, consagrado no acordo de empresa, os trabalhadores lutam ainda em defesa do direito à contratação colectiva e da negociação da proposta reivindicativa para 2021.

Por outro lado, reivindicam a integração no quadro de efectivos de todos os trabalhadores de empresas de trabalho temporário que desempenham funções permanentes na Carl Zeiss e o cumprimento dos direitos de maternidade e de paternidade.

A mobilização dos trabalhadores continua, sendo que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV/CGTP-IN) avançou com uma providência cautelar e entregou um pré-aviso de greve para os próximos fins-de-semana. O próximo período de greve terá início à meia-noite de sábado, 9 de Janeiro.

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