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INATEL não «honra compromissos» e trabalhadores vão decidir formas de luta

Os trabalhadores vão realizar plenários para discutir o caminho da luta a prosseguir, de modo que a fundação respeite os direitos consagrados no acordo de empresa e os demais compromissos que assumiu.

Trabalhadores da unidade da Fundação INATEL de Cerveira em protesto
Trabalhadores da unidade da Fundação INATEL de Cerveira em protesto, em Agosto deste ano Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

A informação é adiantada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT/CGTP-IN) em comunicado, no qual exige que à Fundação INATEL que cumpra, «na íntegra, o texto do AE [acordo de empresa]», respeite cabalmente «os compromissos assumidos» no protocolo que firmou, bem como aumentos salariais de 40 euros, em 2019, e 90 euros, em 2020.

Num protocolo assinado com a estrutura sindical, no âmbito das negociações do primeiro AE, celebrado em 2018, a INATEL comprometeu-se a negociar aumentos salariais para 2019, lê-se no texto.

Recentemente, numa reunião que teve lugar em Outubro, a FESAHT alertou o presidente da Fundação para o facto de «não terem sido honrados os compromissos assumidos» nesse protocolo, e, como resposta, o responsável da INATEL prometeu «entregar uma proposta antes da reunião prevista para 14 de Novembro», mas tal não veio a acontecer, denuncia a federação sindical.

A FESAHT acusa ainda a INATEL de não respeitar os direitos dos trabalhadores consagrados no AE, nomeadamente no que respeita ao trabalho nocturno e por turno, e às categorias profissionais.

Denuncia ainda que a Fundação está «a fazer chantagem sobre os trabalhadores com a categoria profissional de recepcionista nocturno, a quem pretende obrigar a assinar uma declaração para pagar o subsídio nocturno», devendo-lhes «diferenças salariais desde Janeiro de 2019».

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