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Hotéis do Grupo Accor pressionam dezenas de trabalhadores a sair

O patronato utiliza «todas as situações de grande fragilidade» em que se encontram os trabalhadores, para alcançar os objectivos de redução do quadro de pessoal, denuncia sindicato.

Hotel Mercure, Figueira da Foz
Hotel Mercure, Figueira da FozCréditos / estacoesmaritimas.turismodocentro.pt

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro (CGTP-IN) alerta, em nota enviada à imprensa, que o Grupo Accor está a fazer «negociações individuais de revogação dos contratos de trabalho, em várias unidades hoteleiras e com dezenas de trabalhadores».

Esta acção por parte do grupo hoteleiro abrange várias unidades hoteleiras do País e, na região centro, o sindicato tem acompanhado os trabalhadores dos Hoteis Ibis de Coimbra e da Figueira da Foz e do Mercure, também na Figueira da Foz.

A abordagem definida é, segundo o comunicado, «estudada ao pormenor», estando os representantes dos recursos humanos a utilizar «todas as situações de grande fragilidade em que os trabalhadores» se encontram.

Para mais, cada um dos casos está a ser «tratado sempre em prejuízo dos trabalhadores», sendo que os valores atribuídos para compensação pelo despedimento são muito inferiores aos que a lei determina.

A situação ocorre, segundo o Sindicato de Hotelaria do Centro, enquanto as empresas estão «a receber todos os apoios à retoma da actividade» desde Abril de 2020 e, mesmo assim, não se coibem de «aproveitar para reduzir os seus quadros de pessoal, sobretudo dos trabalhadores com mais antiguidade».

O documento recorda ainda que, já no passado verão, o sindicato tinha denunciado que quando «o Grupo Accor encerrou o Hotel Ibis, transferiu, em regime de lay-off parcial, as trabalhadoras para a unidade Hotel Mercure», que estiveram a trabalhar com ocupação total dessa unidade, em clara violação das regras para o exercício da actividade em período de pandemia.

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