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Histórico dirigente do STAL Francisco Braz morreu aos 70 anos

O histórico dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local Francisco Braz morreu ontem, aos 70 anos, no Hospital Militar de Lisboa, vítima de paragem cardíaca.

Francisco Braz, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) e outros trabalhadores invadiram instalações da Secretaria de Estado da Administração Pública, em Lisboa, a 29 de Janeiro de 2014, para discutir a situação dos acordos do STAL com dezenas de câmaras municipais, que estabelecem as 35 horas de trabalho semanais e que aguardam despacho do governo
Francisco Braz, dirigente do STAL. Foto de arquivo (2014)CréditosMário Cruz / LUSA

Numa nota, na qual endereça «sentidas condolências» à família, camaradas e amigos, a direcção nacional do STAL realçou «o importante contributo pessoal de Francisco Braz, o seu empenho e dedicação na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores da Administração Local, no reforço e crescimento do Sindicato e de todo o movimento sindical unitário, destacando também a sua intensa participação cívica em várias organizações sociais».

«Ao longo de mais de três décadas de actividade sindical, foi membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e da sua Comissão Executiva (entre 1989 e 2012), assim como de várias estruturas sindicais europeias, designadamente da extinta União Europeia dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (UEFPC/EULAS)», salientou o STAL.

Francisco Braz foi presidente da Direcção Nacional do STAL entre 1989 e 2015 e ocupava, desde 2016, o cargo de presidente da Mesa da Assembleia-Geral do sindicato.

Iniciou o seu percurso de sindicalista em 1984, altura em que foi eleito delegado sindical nos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento de Loures (actuais SIMAR), onde era chefe dos serviços de limpeza, e entre 1986 e 1988 já integrava a Direcção Regional de Lisboa do sindicato.

Actualmente, além das funções que exercia no STAL, integrava também o Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, enquanto representante eleito pelos beneficiários em 2017, numa lista dos sindicatos da Frente Comum.

A nível internacional, integrava o Comité Executivo da EPSU – Federação Europeia dos Serviços Públicos, filiada na Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

Além da sua actividade sindical, Francisco Braz assumiu outras responsabilidades sociais e políticas.

Foi membro da direcção da Associação Nacional dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), do Fórum do Cidadão, do Conselho Superior da Administração e Função Pública e do Conselho Superior de Saúde e Segurança no Trabalho na Administração Pública.

Como militante do Partido Comunista Português (PCP), foi candidato à Assembleia da República nas eleições legislativas de 2009 pelo Círculo Eleitoral de Lisboa.

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