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Greves por salários e direitos na Apapol e na Autoneum

Não vendo satisfeitas as suas reivindicações, os trabalhadores da panificadora e da fábrica de componentes de automóveis agendaram greves para os dias 14 e 17 deste mês, respectivamente.

No plenário em que decidiram avançar para a greve, os trabalhadores da Autoneum Portugal relataram a degradação das condições de trabalho
No plenário em que decidiram avançar para a greve, os trabalhadores da Autoneum Portugal relataram a degradação das condições de trabalho Créditos / Fiequimetal

No caso da Autoneum Portugal, os operários decidiram, num plenário realizado quarta-feira à tarde na portaria da fábrica – no Alto da Guerra, em Setúbal –, marcar 24 horas de greve para dia 17, tendo em conta a «ausência de resposta patronal às justas reivindicações dos trabalhadores», informa no seu portal a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN).

Além da actualização salarial de 90 euros, exigem: a valorização das carreiras profissionais; a integração no quadro de efectivos de todos os trabalhadores com vínculo precário; e a melhoria das condições de trabalho na empresa, que pertence a uma multinacional com origem e sede na Suíça, e produz componentes para o sector automóvel.

Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN), o plenário contou com a participação dos coordenadores da Fiequimetal, Rogério Silva, e da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, e com as intervenções de vários trabalhadores, que relataram «a degradação das condições de trabalho» e afirmaram «a determinação de continuar a luta», revela a fonte.

Trabalhadores da Apapol «determinados e unidos»

«Foi declarado para dia 14 de Fevereiro de 2020 um pré-aviso de greve para os trabalhadores da empresa do sector da panificação APAPOL – Aliança Panificadora de Algés, Paço de Arcos e Oeiras», tendo como objectivos: o cumprimento do contrato colectivo de trabalho para o sector; a negociação e aplicação das categorias profissionais na empresa; aumentos salariais iguais para todos os trabalhadores.

Numa nota à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) revela ainda que, «não obstante as dificuldades», os trabalhadores se «têm mantido determinados e unidos na luta», num contexto em que «a empresa tem tomado uma posição irredutível quanto às [suas] reivindicações».

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