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Greves na IP em Dezembro, caso Governo não avance nas negociações

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal avisam o Governo que, caso não haja avanços no processo negocial até o fim de Novembro, vão partir para uma nova greve na primeira semana de Dezembro.

Comboios parados na estação de Santa Apolónia
Comboios parados na estação de Santa ApolóniaCréditosMARIO CRUZ / LUSA

A ameaça de greve em Dezembro é um dos vários pontos presentes nas conclusões da reunião realizada anteontem, que juntou as 14 estruturas sindicais que compõem a frente dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP). O protesto avançará «caso não haja desenvolvimento do processo negocial».

Em nota, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) afirma que, entre as decisões, estão ainda contempladas acções de protesto ao longo de Novembro: uma concentração de protesto em frente ao Conselho de Ministros, no próximo dia 15, e a organização de uma semana de agitação, de 19 a 25 de Novembro, com a realização de plenários digiridos pela comissão de trabalhadores da IP.

Além disso, a frente sindical decidiu endereçar uma carta ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, a solicitar uma reunião e «a desafiar para que dê instruções no sentido de todo o empenho» para que, até ao final de Novembro, se conclua a negociação das cláusulas.

A 31 de Outubro, os trabalhadores das empresas do grupo IP cumpriram uma greve de 24 horas, cuja elevada adesão levou a fortes pertubações na circulação ferroviária, com a surpressão de centenas de comboios, mas também no sector rodoviário da empresa.

Segundo a Fectrans, o último documento entregue pelo Governo «não satisfaz» as reivindicações dos trabalhadores, que exigem a concretização do acordo colectivo de trabalho e um acordo sobre um regulamento de carreiras. Nomeadamente, com valorização salarial para 2019, definição dos horários de trabalho e o esbatimento das assimetrias entre os cerca de 3690 trabalhadores do grupo.

Outra das reivindicações dos trabalhadores é que todos sejam abrangidos pelo acordo, algo que não está contemplado na proposta do Governo. Esta assume que ficam de fora cerca de 400 dos quadros de pessoal transitório.

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