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Greve no metro de Lisboa suspensa após garantias de reforços

A frente sindical suspendeu a greve desta quinta-feira, na sequência da reunião com a tutela, onde foram assumidos compromissos que vão ao encontro de grande parte das exigências dos trabalhadores.

Trabalhadores têm exigido mais reforços de meios para solucionar os constantes atrasos no Metro de Lisboa
Trabalhadores têm exigido mais reforços de meios para solucionar os constantes atrasos no Metro de LisboaCréditos

Em comunicado, a frente sindical, composta pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) e mais quatro sindicatos, explica que a tutela, contrariamente à administração do metropolitano, deu garantias que vão ao encontro das exigências dos trabalhadores, motivo pelo qual a greve de 19 de Abril foi suspensa.

Entre as principais exigências estavam a contratação de mais trabalhadores, mais meios para assegurar a reparação e manutenção dos comboios, de forma a resolver o grande número de comboios parados, e os aumentos salariais, que estão congelados desde 2009.

Entre os compromissos assumidos, a Fectrans realça a abertura de concursos até Maio para a contratação de 53 trabalhadores, 23 para a manutenção e de 30 para a área das estações, a entrada em circulação até Junho de 94 unidades de transporte, a reabertura dos processos negociais do acordo de empresa e de carreiras, entre outros.

«Contudo, hoje como no passado, reafirmamos que continuaremos atentos e vigilantes. Assim, caso não se concretizem os compromissos assumidos, tomaremos as medidas que em cada momento entendermos mais adequadas, na defesa dos direitos e garantias dos trabalhadores», afirmam no comunicado.

A 26 de Março, os sindicatos entregaram o pré-aviso de greve ao Ministério do Ambiente, que detém a tutela dos transportes, e à empresa, com antecedência, de modo a que ainda fosse possível encontrar uma solução sem ter que penalizar os utentes nem os trabalhadores.

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