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Greve nas cantinas dia 10 de Julho

Os trabalhadores das cantinas, refeitórios, áreas de serviço e bares concessionados vão realizar uma greve nacional por aumentos salariais e pela negociação do contrato colectivo de trabalho.

Trabalhadores das cantinas, refeitórios e bares concessionados num protesto em frente às instalações da empresa Sogenove, na Maia
O aumento dos salários é um imperativo, sem o qual não poderá haver dignidade salarialCréditos / AbrilAbril

Estão em causa os direitos dos mais de 20 mil trabalhadores deste sector, informou em comunicado a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN), convocando a greve para o próximo dia 10 de Julho.

As empresas deste sector de actividade deixaram, segundo o sindicato, de pagar o trabalho prestado em dia feriado e em dia de descanso semanal com o acréscimo de 200%. Deixaram igualmente de pagar o trabalho nocturno das 20h às 24h com o acréscimo de 25% e de pagar o subsídio de alimentação nas férias. 

Também no comunicado são dadas a conhecer outras reivindicações que se prendem com a alteração das categorias profissionais sem o acordo dos trabalhadores e a sua transferência de local de trabalho, para além da imposição de horários diários de 12 horas.

O aumento dos salários, com várias categorias profissionais como as cozinheiras e as empregadas de distribuição a receber perto do salário mínimo nacional, é um imperativo sem o qual não poderá haver dignidade salarial, acrescenta o sindicato.

A FESAHT convocou, para além da greve, uma concentração de protesto à porta da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que apesar de ter assinado acordos com os representantes dos trabalhadores relativos a aumentos salariais, mantém as negociações bloqueadas. A concentração será às 11h e serão aí anunciadas novas formas de luta.

Os trabalhadores do Norte, Centro, Sul e Algarve vão deslocar-se em autocarros e da parte de tarde vão participar na manifestação nacional promovida pela CGTP-IN, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral e a rejeição da proposta de lei laboral do Governo PS.

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