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Greve na TST com adesão acima dos 80%

Os trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST) iniciaram esta quarta-feira uma greve de 48 horas pelo aumento dos salários. A elevada adesão levou à surpressão de grande parte das carreiras.

Piquete de greve dos trabalhadores da TST à porta da empresa
Piquete de greve dos trabalhadores da TST à porta da empresaCréditosSara Gligó

Em nota de imprensa, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) afirma que o primeiro dia da greve dos trabalhadores dos TST, iniciada hoje às 3h e que se prolonga até à mesma hora de 15 de Março, teve uma adesão acima dos 80%.

A Fectrans sublinha que, «com esta elevada adesão, os trabalhadores dão expressão de luta ao enorme descontentamento existente na empresa», face aos baixos salários que auferem e a enorme sobrecarga horária.

Em declarações à agência Lusa, citadas pelo DN, João Saúde, dirigente da Fectrans, afirmou que «os trabalhadores estão cansados» da situação, porque em outras empresas do sector os salários são superiores.

«Nem vamos falar da Carris. Vêem os trabalhadores da Barraqueiro a ganhar muito mais, da Eva Transportes, da Rodoviária do Tejo [entre outras]. Tudo isto aumenta o descontentamento, porque sabem que os camaradas de trabalho da mesma profissão, em outras empresas aqui da zona, estão a ganhar muito mais», reiterou.

Entre as reivindicações, os trabalhadores dos TST exigem 750 euros de tabela salarial, 15 euros de diuturnidades e oito euros de subsídio de refeição, assim como a integração do agente único na tabela, a eliminação das pausas técnicas e a integração das folgas rotativas para todos, sem prejuízo das folgas fixas.

Reunidos em plenário, no passado dia 8 de Fevereiro, os trabalhadores aprovaram uma proposta salarial e deram 15 dias à administração para responder com uma contraproposta, caso contrário avançavam com a greve de 48 horas. No entanto, só receberam o «silêncio» da empresa.

Nesse sentido, a Fectrans afirma que «os transtornos causados aos utentes são da responsabilidade da administração, que faz "letra morta" da obrigação legal de negociação das condições de trabalho e salariais».

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