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Greve na Randstad marca Natal e fim de ano

Os trabalhadores da Randstad iniciaram este domingo uma greve, que se estende ainda aos dias 25, 26 e 31 de Dezembro deste ano e dia 1 e 2 de Janeiro de 2018, continuando o processo de luta por aumentos salariais e pela defesa dos seus direitos.

Concentração contra a precariedade na EDP (foto de arquivo)
Concentração contra a precariedade na EDP (foto de arquivo)Créditos / Fiequimetal

Um comunicado divulgado pelo Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) refere que, ao mesmo tempo que a empresa conta com «586 mil euros de lucro», os trabalhadores deparam-se com o salário mínimo nacional (muitos deles «há praticamente duas décadas»), um euro de aumento salarial em 2016, assim como com o facto de a administração voltar atrás na negociação do aumento de 0,50 euros no subsídio de alimentação «em troca de 1,41% de aumento do salário, o que representa um valor mensal inferior».

Os trabalhadores lutam ainda «pelo fim da instabilidade e da tentativa de extinção/deslocalização de postos de trabalho», inserida na estratégia de recurso a empresas de prestação serviços que, «através da precarização dos postos e condições de trabalho», prestam um serviço imprescindível à actividade e obrigações das empresas que a elas recorrem – como a EDP, Vodafone, PT/Meo, Nos, Nestlé , L’óreal – aumentando assim «os seus lucros de milhões».

O pré-aviso de greve do SIESI aponta ainda como objectivos da greve «a reposição do pagamento em regime de trabalho suplementar para os trabalhadores que sofreram corte do pagamento da prestação em dias de feriado» e o «o fim da coação e do assédio» antes e depois da realização das greves.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), com pré-aviso de greve direccionado a todos os trabalhadores da Randstad do sector das comunicações e telecomunicações, denuncia num comunicado que, numa reunião realizada no dia 22 de Novembro, «a empresa recusou-se a elaborar uma escala de feriados, de Natal e fim de ano».

O comunicado do SNTCT destaca a luta por aumentos salariais, pelos retroactivos do subsídio de alimentação a Janeiro de 2017, a uniformização dos subsídio de alimentação e pequeno almoço, para todos os trabalhadores da Randstad. Defende ainda «a aplicação de um regulamento interno e a apresentação de um caderno reivindicativo para 2018 para todos os trabalhadores da Randstad».

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