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Greve na Panpor com adesão de 90%

Arrancou esta segunda-feira a greve dos trabalhadores da Panpor às horas extraordinárias não pagas, incluindo o tempo de trabalho na meia-hora de refeição. Os protestos, que já trouxeram vitórias em aumentos salariais, vão-se manter até 20 de Janeiro.

A produção da fábrica de Rio Maior é dedicada ao pão e a pastéis de nata
A produção da fábrica de Rio Maior é dedicada ao pão e a pastéis de nata Créditos / Pixabay

Em declarações ao AbrilAbril, Rui Matias, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN), afirmou que a adesão à greve é de 90%.

A greve foi convocada pelo SINTAB após os trabalhadores terem decidido optar pela greve nos plenários de 22 de Dezembro. Estes afirmam que a empresa não deixou outra alternativa, «uma vez que esta se mostra irredutível quanto à aplicação de algumas reivindicações apresentadas», consideradas pelos mesmos como «direitos fundamentais».

No entanto, Rui Matias afirma que já existem «vitórias concretas desta luta», mesmo só tendo sido iniciada ontem, nomeadamente aumentos salariais que a administração implementou «numa tentativa de "demover a greve"».

Os aumentos avançados consistem na fixação, dentro da empresa, do salário minímo nos 600 euros e num aumento salarial para todos os trabalhadores em 20 euros.

Um dos motivos por detrás desta greve é o tempo que os trabalhadores são obrigados a trabalhar sem remuneração, além das 8 horas de trabalho diário, incluindo a meia hora de refeição imposta pela empresa, a qual, afirmam, «não é verdadeiramente tempo de refeição, mas sim tempo de trabalho».
 

 

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