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Greve na Fundação INATEL «valeu a pena»

Fazendo o balanço desta acção de luta, os trabalhadores concluíram que o pagamento dos subsídios de turno e nocturno foi resultado da pressão da greve agendada, mesmo antes de esta se realizar.

Concentração dos trabalhadores da Fundação INATEL da zona Centro junto à sede de Coimbra
Concentração dos trabalhadores da Fundação INATEL da zona Centro junto à sede de Coimbra Créditos / Sindicato de Hotelaria do Centro

A direcção do Sindicato de Hotelaria do Centro (CGTP-IN) promoveu a realização, esta quarta-feira, de uma reunião de dirigentes e delegados sindicais da Fundação INATEL da Região Centro, com o objectivo de «analisar a greve», os seus efeitos e resultados obtidos, para «projectar o trabalho de reforço de organização», pode ler-se em nota enviada à imprensa.

Os trabalhadores estiveram em luta pelo cumprimento do acordo de empresa, designadamente o pagamento do subsídio nocturno, subsídio de turno, abono de falhas, folgas rotativas ao fim-de-semana, e exigiram aumentos salariais.

O sindicato sublinha que esta foi a primeira greve na Fundação INATEL realizada em várias unidades e que alguns dos seus resultados se verificaram devido à pressão da greve, designadamente o pagamento de verbas de subsídio de turno e nocturno.

Se as restantes reivindicações se mantiverem inatendidas, em resultado de uma atitude de «intransigência continuada de não negociação» por parte do conselho de administração, a estrutura sindical terá de «tomar posição» e decidir novas formas de luta, avançou o comunicado.

Denuncia, no entanto, a pressão exercida pelas direcções sobre os trabalhadores, que levou alguns a recuar na decisão de aderir à greve, apesar de «não colocarem em causa o sentimento» relativo «à justeza das razões».

A direcção do sindicato valoriza a «disponibilidade de todos os trabalhadores» que, exercendo o direito à greve, se disponibilizaram a participar nas concentrações nas suas unidades e na concentração junto à delegação da Fundação INATEL em Coimbra, envolvendo no seu conjunto mais de 60 trabalhadores das diferentes unidades da Região Centro.

Afirmando ser esta «a primeira de muitas lutas», acrescentou que se decidiu a realização de plenários e contactos com todos os trabalhadores, de «todos os sectores e valências», com o objectivo de esclarecer e organizar, bem como de fazer o levantamento de todos os incumprimentos que ainda persistam à aplicação do acordo de empresa.

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