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Compromissos do Hospital São Sebastião suspendem greve no serviço de alimentação

Os trabalhadores dos serviços de alimentação do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, decidiram suspender a greve, depois do compromisso assumido pela administração do hospital e pela UNISELF.

Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira
Hospital de São Sebastião, Santa Maria da FeiraCréditos / Diário de Aveiro

A direcção do Sindicato de Hotelaria do Centro (CGTP-IN), depois da realização de reuniões com a administração do hospital e a UNISELF, empresa concessionária do serviço de alimentação, decidiu suspender temporariamente a greve, agendada para esta sexta-feira, após auscultação dos trabalhadores.

Em nota à imprensa, o sindicato explica que esta decisão decorre da assumpção pela administração e pela empresa das suas responsabilidades. 

A administração do hospital comprometeu-se com a recuperação e aquisição de equipamentos, muitos sem condições e obsoletos, para que volte a ser possível a prestação de serviço com as condições de segurança e saúde no trabalho, bem como o respeito pelas elementares regras de higiene e segurança alimentar. 

Já a UNISELF prometeu o preenchimento do quadro de pessoal necessário, acompanhando a administração do hospital sobre o que estabelece o caderno de encargos.

A direcção do sindicato analisou a evolução deste processo de negociação, que irá prosseguir, e decidiu, por «indicação e decisão dos trabalhadores», dar o benefício da dúvida e aguardar que, durante as próximas semanas, as decisões da administração do hospital e da empresa possam melhorar as condições de vida e de trabalho na unidade.

Sobre a matéria salarial e valorização das categorias profissionais destes trabalhadores, o sindicato esteve também em mais uma reunião com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que representa estas empresas da alimentação colectiva, tendo em vista a revisão do contrato colectivo de trabalho (CCT) do sector, de onde saíram sinais de aproximação negocial, tendo sido marcada nova reunião para dia 13 de Setembro.

O sindicato garante que se «mantém viva» a necessidade de resolver os problemas que estiveram na origem do agendamento da greve, designadamente  a substituição de trabalhadores em férias e baixa médica; o preenchimento das vagas de trabalhadores efectivos que saíram, com trabalhadores das mesmas categorias; a garantia de melhores condições de trabalho e de relações laborais; a manutenção e aquisição de equipamentos que substituam os obsoletos e a melhoria dos salários.

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