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Greve na fábrica João de Deus por contratos efectivos

A produção pára duas horas por dia na fábrica de sistemas térmicos para o sector automóvel. Os trabalhadores exigem aumentos salariais e o fim dos vínculos precários.

 «Os trabalhadores precários mostraram muita coragem e aderiram à greve com determinação»
«Os trabalhadores precários mostraram muita coragem e aderiram à greve com determinação» Créditos / Fiequimetal

Os trabalhadores da João de Deus, em Samora Correia, entraram ontem em greve, em defesa do seu caderno reivindicativo. A forte adesão à paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA/CGTP-IN) provocou a paragem da produção. 

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, esteve com os trabalhadores esta manhã, manifestando solidariedade para com esta acção de luta.

Em declarações ao AbrilAbril, Ricardo Carvalho, dirigente do SITE-CSRA, fala do sucesso da paralisação. «Os trabalhadores precários mostraram muita coragem e aderiram à greve com determinação», frisou, acrescentando que se trata de uma empresa com altos padrões de qualidade onde trabalhadores com 20 anos de casa recebem apenas 630 euros.

Durante cinco dias, os trabalhadores vão parar duas horas por turno e concentrar-se no exterior das instalações.

Segundo comunicado do sindicato, as principais reivindicações são a passagem a efectivos dos mais de 250 trabalhadores com vínculos precários; o pagamento do trabalho extraordinário de acordo com a contratação colectiva; e o aumento dos salários em 50 euros.

Acrescenta que têm sido feitos «fortes investimentos» na fábrica em Samora Correia, «alguns com financiamentos públicos no âmbito do Programa Compete 2020», mas que não se reflectem em aumentos de salários dos trabalhadores.

A João de Deus é uma empresa centenária, que fabrica sistemas térmicos para o sector automóvel. Faz parte da multinacional japonesa DENSO Corporation.

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