|Hotelaria e turismo

Greve marcada para os Hotéis MGM em Albufeira

Os trabalhadores deste grupo hoteleiro estiveram em greve no passado dia 29 de Junho, mas a administração continua sem dar resposta às suas reivindicações, alerta uma estrutura sindical.

Os trabalhadores dos hotéis MGM, em Albufeira, reunidos em plenário, decidiram fazer dois dias de greve, a 10 e 11 de Agosto.
Os trabalhadores dos hotéis MGM, em Albufeira, reunidos em plenário, decidiram fazer dois dias de greve, a 10 e 11 de Agosto. Créditos / Sindicato de Hotelaria do Algarve

Numa nota do Sindicato de Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) à imprensa pode ler-se que, devido ao crescimento do turismo e do sector da hotelaria, as unidades hoteleiras a nível nacional registaram nos últimos oito anos «proveitos na ordem dos 108%», o que significa um aumento dos lucros na ordem dos 1900 milhões de euros. O Algarve continua a ser a região do País onde esse crescimento mais se faz sentir, com valores na ordem dos 550 milhões de euros, sublinha o sindicato.

No entanto, o crescimento do sector «não se tem repercutido na melhoria dos salários e condições de trabalho dos trabalhadores», acrescenta a nota, predominando o «trabalho precário» e os «horários infindáveis».

Reunidos no dia 3 de Agosto em plenário, os trabalhadores dos hotéis MGM, em Albufeira, decidiram fazer dois dias de greve, a 10 e 11 de Agosto, em protesto contra os baixos salários e a falta de condições de trabalho.

Exigem o aumento do salário em 8% e um mínimo de 70 euros a partir de Janeiro de 2020, a contratação de mais trabalhadores, a estabilização dos horários e a garantia de 25 dias úteis de férias, entre outras reivindicações.

Estes trabalhadores estiveram em greve no passado dia 29 de Junho, mas o sindicato informa que a administração continua sem dar resposta às reivindicações. «A administração do grupo MGM recusou dar aumentos salariais aos trabalhadores em 2018 e parece que mantém essa intenção também para 2019», alerta.

O sindicato afirma que os trabalhadores «têm todas as razões para estarem descontentes» e apela a uma «forte mobilização» nos cinco hotéis do grupo para «a uma só voz» reclamarem os seus direitos.

Tópico