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Dois terços dos refeitórios escolares estão concessionados a empresa privadas

Grande adesão à greve nas cantinas

Os trabalhadores das cantinas privadas cumprem esta segunda-feira uma greve de âmbito nacional, estando a registar boas adesões em vários sectores. O protesto insere-se numa quinzena de luta contra os «salários de miséria», a precariedade e a chantagem patronal nas negociações.

Manifestação realizada junto aos escritórios da AHRESP, uma das associações patronais do sector
Manifestação realizada junto aos escritórios da AHRESP, uma das associações patronais do sectorCréditosMANUEL FERNANDO ARAÚJO / LUSA

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo, dirigente do Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN), afirmou, reiterando que são dados provisórios, que a greve está a ter uma «adesão muito boa no meio escolar, com mais de 170 cantinas fechadas na região Norte e Centro, e uma adesão boa nos hospitais e centros de formação profissional».

«Ainda não temos informação global sobre a greve, mas é maior do que a de 2 de Novembro, no Norte, e também a maior greve de sempre no que toca ao sector escolar», acrescentou.

Os trabalhadores exigem aumentos salariais «dignos» que compensem a subida da inflação desde 2010, face aos actuais «salários de miséria». Contestam ainda os elevados ritmos de trabalho, a precariedade e o bloqueio patronal nas negociações, onde é exigida a retirada de direitos em troca dos aumentos.

Segundo Francisco Figueiredo, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), uma das várias associações patronais, insiste em propostas que são inaceitáveis, designadamente 11 horas de trabalho, reduzir o pagamento em dia feriado para metade e deixar de pagar o trabalho nocturno – das 20h às 24h».

Uma chantagem repudiada por trabalhadores que, em concentrações junto às diversas instalações da AHRESP, aprovaram por unanimidade uma moção a exigir «aumentos salariais justos e dignos» e a «negociação do contrato colectivo de trabalho com a manutenção de todos os direitos nele consagrados».

A paralisação faz parte dos vários protestos a realizar na quinzena de luta na Páscoa, convocada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESHAT/CGTP-IN).


Com agência Lusa

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