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Grande adesão à greve na Efacec apesar de ameaças

Cerca de 100 funcionários da Efacec cumpriram, sexta-feira, o segundo dia de greve de duas horas para reclamar aumentos salariais. A adesão registada é grande apesar de pressões e ameaças de despedimento.

Trabalhadores da Efacec a manifestar-se frente à Assembleia da República contra «despedimentos encapotados», 23 de Novembro de 2017
Créditos / AbrilAbril

«Aderiram à greve cerca de uma centena de trabalhadores, apesar de todas as pressões feitas (inclusive dizendo que há uma lista de 300 trabalhadores que vão ser dispensados) e da aliança entre a administração e as comissões de trabalhadores da Energia e Engenharia», disse à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE Norte/CGTP-IN) no final da concentração dos grevistas, que decorreu entre as 14h e as 16h, frente às instalações da empresa na Arroteia, em Matosinhos.

Segundo o SITE Norte, «os trabalhadores estão conscientes de que estão 300 postos de trabalho em risco», tendo em conta informações que terão sido avançadas «pelas chefias, em reuniões com trabalhadores», relativamente à existência de «uma lista de pessoas a dispensar».

A greve de duas horas cumprida ontem segue-se a uma outra realizada no passado dia 8, no mesmo horário, em defesa do caderno reivindicativo e de aumentos salariais para este ano, com efeitos retroactivos. Os trabalhadores batem-se por um aumento de 50€ em 2019, retroactivo a Janeiro, e por uma quinta diuturnidade, entre outras matérias.

Face à ausência de resposta por parte da administração, o sindicato pretende agendar um plenário para o início de Dezembro, onde serão definidas novas medidas a tomar.

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