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Fenprof afirma que violência nas escolas se combate com mais profissionais

Mário Nogueira vai entregar ao Governo um caderno reivindicativo com soluções para combater a violência e a indisciplina que passam pela contratação de funcionários e redução do número de alunos por turma.

Mário Nogueira
Mário Nogueira CréditosFernando Veludo / Agência Lusa

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) anunciou ontem, numa declaração aos jornalistas, que as reivindicações dos docentes serão apresentadas na primeira reunião com o Ministério da Educação, após a tomada de posse do novo Governo, prevista para amanhã. 

Mário Nogueira, secretário-geral da estrutura sindical, exigiu mais funcionários nas escolas e a redução do número de alunos por turma para combater situações de violência e indisciplina.

A Fenprof acusou o Ministério da Educação de apenas reagir, com afirmações genéricas para repudiar «todas as formas de violência na escola», depois de ser confrontado pelos jornalistas. 

«O que os professores esperavam ouvir do Ministério da Educação, desde logo do ministro [Tiago Brandão Rodrigues] era que se afirmasse, sem rodeios, a condenação da violência exercida sobre os professores e que estes merecem e têm de ser respeitados», declarou o sindicalista. 

A Fenprof considera que a solução passa por garantir apoios específicos nas turmas de alunos com necessidades educativas especiais e apoio jurídico aos docentes quando são ameaçados ou agredidos. 

A criação de um Observatório para a Violência nas Escolas – com representantes do Ministério, professores, auxiliares, encarregados de educação e alunos, elementos do programa Escola Segura e académicos – é outra das propostas a apresentar no início da legislatura.

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