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Fectrans quer testes de despistagem para trabalhadores de transportes

A protecção dos utentes e trabalhadores do sector está na origem da reivindicação apresentada ao governo pela federação sindical, que também quer dispensadores de álcool gel no acesso aos veículos.

Um cordão humano de dirigentes, delegados e activistas sindicais, organizado pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) para divulgar o seu caderno reivindicativo para o sector dos transportes e comunicações, estendeu-se entre a Praça do Saldanha e o Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, em Lisboa, a 22 de outubro de 2020
A Fectrans reivindica segurança sanitária nos transportes, a bem de utentes e trabalhadores do sectorCréditosTiago Petinga / LUSA

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) reivindicou ao Governo a implementação de medidas complementares no combate ao novo coronavírus no sector dos transportes e comunicações, afim de proteger a saúde dos utentes e dos trabalhadores do sector.

A colocação de dispensadores de álcool gel nos veículos e/ou plataformas de acesso e a implementação de um programa de teste de despistagem aos trabalhadores são as duas medidas reivindicadas pela federação que agrega sindicatos do sector de transporte de passageiros nas suas diferentes modalidades – rodoviária, ferroviária, fluvial e metro.

Estas medidas complementares são defendidas pela Fectrans como resposta à comprovada impossibilidade de manter os distanciamentos necessários nos transportes colectivos de passageiros e visam tanto garantir a protecção e dar confiança dos utentes como evitar novas cadeias de contágio no sector de transportes.

A este respeito, a federação sindical faz notar que milhares de trabalhadores do sector de transportes de passageiros têm estado na linha da frente a assegurar um serviço essencial à deslocação dos utentes durante a pandemia, ajudando a manter a vida «o mais normal possível».

A Fectrans encara com preocupação os dados mais recentes sobre a evolução da Covid-19 em Portugal e as consequências que podem ter para quem trabalha no sector dos transportes públicos e para quem utiliza estes serviços.

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