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Falta de pessoal nas escolas: inquérito confirma «pior realidade»

Com greve marcada para 21 e 22 de Março, a federação promotora afirma que os 4500 funcionários em falta apontados no inquérito dos directores escolares confirmam as denúncias dos trabalhadores.

Trabalhadores estiveram em greve a 4 de Maio
Protestos por todo o País têm alertado para a falta de pessoal nas escolasCréditosMANUEL ALMEIDA / LUSA

As afirmações partem da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) que, em comunicado, refere os dados divulgados na sexta-feira passada pela Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Para a estrutura, os dados divulgados, que apontam estar em falta 3384 assistentes operacionais e 1224 assistentes técnicos nas escolas públicas, confirmam «o que há muito» tem sido denunciado relativamente «à crítica falta de trabalhadores não docentes e à necessidade de rever os critérios em que assenta a portaria de rácios».

Os funcionários afirmam que a crónica falta de pessoal não docente nas escolas está a colocar em causa a segurança e bem-estar dos alunos, bem como a levar ao fecho de vários serviços como bibliotecas e ginásios. Além disso, afirmam que a sobrecarga diária está a ter efeitos perversos na sua saúde.

No documento, a federação sindical salienta que a promessa do Governo da abertura do concurso para mais 1067 novos assistentes operacionais, além de ser um número «insuficiente», o atraso faz com que «na maioria dos casos, os trabalhadores só cheguem às escolas no final deste ano lectivo ou no início do próximo».

«Se este dois concursos não forem abertos em simultâneo vamos ter 2550 trabalhadores em situação precária e cerca de 3000 a tempo parcial que poderão concorrer ao dito concurso de ingresso para os 1067 postos de trabalho», frisa a federação, acrescentando que, no fim, o resultado será uma diminuição invés de um aumento.

Nesse sentido, a FNSTFPS exige que, «para bem da Escola Pública, da comunidade escolar, dos trabalhadores não docentes», o Governo adopte «medidas concretas que correspondam às necessidades dos estabelecimentos de educação da rede pública» e que promovam uma vida profissional digna para os trabalhadores.

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