|actividade sindical

Empresa tenta dissuadir plenários de trabalhadores vidreiros

A administração da Carl Zeiss tentou dissuadir a participação dos trabalhadores nos plenários, com o argumento do «estado de calamidade em Lisboa» e a proibição de ajuntamentos.

Créditos / STIV

Os trabalhadores da empresa Carl Zeiss, em Setúbal, organizados no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV/CGTP-IN), responderam à atitude unilateral da empresa de romper com as negociações salariais em curso, através da realização de três plenários, diurno e nocturnos, nos dias 29 e 30 de Junho.

O sindicato refere que se aprovou uma nova posição negocial a apresentar na reunião do dia 2 de Julho com a administração, na sequência da qual serão decididas novas formas de luta.

O STIV denuncia ainda que a administração tentou dissuadir a participação dos trabalhadores nos plenários, através de um comunicado enviado no domingo, com o argumento do «estado de calamidade» na Área Metropolitana de Lisboa e a «proibição» de ajuntamentos superiores a dez pessoas.

A generalidade de Portugal continental entrou, esta quarta-feira, em situação de alerta, com excepção da Área Metropolitana de Lisboa, onde 19 freguesias continuam em situação de calamidade e as restantes passam à de contingência.

Porém, a estrutura sindical lembra que as reuniões gerais de trabalhadores não são «ajuntamentos» na via pública e a actividade sindical não está suspensa.

Os plenários realizaram-se, como previsto, no espaço do parque de estacionamento da fábrica, com forte participação dos trabalhadores e as respectivas medidas de segurança e saúde.

Tópico