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É urgente travar encerramento da refinaria do Porto, alerta Fiequimetal

A Federação acusa o Governo minoritário do PS de, em conjunto com a administração da Petrogal, pretender destruir milhares de postos de trabalho e pôr em causa o sustento de milhares de famílias.

Refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira, Matosinhos. Foto de arquivo
Refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira, Matosinhos. Foto de arquivo Créditos / JM

A decisão de encerrar a actividade de refinação na unidade de Matosinhos põe em causa cerca de 500 postos de trabalho directos e mais de mil referentes a trabalhadores de empresas de prestação de serviços (outsourcing), de muitas micro, médias e pequenas empresas que produzem bens e serviços para a Petrogal (algumas em regime de exclusividade), estando também ameaçados muitos postos de trabalho na refinaria de Sines e na sede, em Lisboa, alerta a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN), num comunicado aos trabalhadores emitido dia 23.

«Os trabalhadores, com o seu esforço empenhado, geraram só no último ano 577 milhões de euros que foram distribuídos aos accionistas», pelo que, afirma a Federação, «a recompensa não pode ser o desemprego».

No entender da estrutura sindical, o Governo não olha a meios «na obsessão de cumprir com distinção as orientações da União Europeia para a transição energética» e quer, «a qualquer custo, mostrar a Bruxelas que é o melhor aluno».

Neste sentido, destaca a «hipocrisia» dos ministérios do Trabalho, do Ambiente e da Economia, que, nas reuniões promovidas pelos representantes dos trabalhadores, «ao mesmo tempo que manifestavam cínica preocupação, congeminavam a desgraça com a administração da Petrogal».

Depois de ter decidido encerrar as centrais eléctricas de Sines e do Pego já em 2021, o Governo «ignorou todos os alertas e preocupações» manifestados pela Comissão de Trabalhadores e estruturas sindicais, decidindo, «uma vez mais, dar continuidade à destruição da economia local e nacional, do emprego e das condições condignas da vida de milhares de famílias», sublinha o texto.

Plenário geral de trabalhadores e outras acções

Para dia 30, às 14h30, na cantina da Refinaria do Porto, foi convocado um plenário geral de trabalhadores, que contará com a participação de Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, e de Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal.

Nos contactos já realizados «para repudiar e travar esta ofensiva à Refinaria do Porto», realizou-se dia 23 uma reunião com João Ferreira, candidato à Presidência da República. Para amanhã, dia 28, está marcada uma reunião com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Além das reuniões com os ministérios, os representantes dos trabalhadores «bateram a todas as portas», tendo realizado reuniões com municípios e entidades regionais, e promovido encontros com os grupos parlamentares – «à excepção do CDS e PAN, que ainda não estiveram disponíveis»; com o PSD está agendada uma reunião para 7 de Janeiro, informa a Fiequimetal.

Foram também solicitadas reuniões, com carácter de urgência, ao primeiro-ministro e à administração da Petrogal.

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