Cozinheiras das escolas de Guimarães passam a efectivas

Depois da convocação de greve para dia 17, a Uniself assumiu passar a efectivas 40 trabalhadoras, aumentar os salários e reclassificar 55 cozinheiras.

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O sindicato afirma que foi a marcação da greve e a previsível adesão dos trabalhadores que obrigou a Uniself a regularizar a situação
O sindicato afirma que foi a marcação da greve e a previsível adesão dos trabalhadores que obrigou a Uniself a regularizar a situaçãoCréditos / Sindicato da Hotelaria do Norte

Num plenário de trabalhadoras das cantinas das escolas de 1.º ciclo do município de Guimarães realizado ontem, foi decidido suspender a greve prevista para dia 17 de Março, na sequência do processo negocial e dos compromisso assumidos pela empresa Uniself, concessionária do serviço de refeições.

Nas reuniões realizadas com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte/CGTP-IN, a Uniself assumiu o compromisso de passar a efectivas 40 trabalhadoras, com toda a antiguidade, que eram contratadas a termo todos os anos em Setembro e despedidas em Julho do ano subsequente – algumas há 19 anos consecutivos.

A Uniself comprometeu-se ainda a dar aumentos salariais a todas as trabalhadoras com efeitos a 1 de Janeiro de 2017 e a reclassificar 55 cozinheiras.

A Uniself comprometeu-se ainda a dar aumentos salariais a todas as trabalhadoras com efeitos a 1 de Janeiro de 2017 e a reclassificar 55 cozinheiras «de 3.ª categoria» para cozinheiras de «2.ª categoria», o que representa um aumento salarial, por si só, de 46 euros mensais para cada trabalhadora.

Perante estes compromissos, as trabalhadoras decidiram suspender a greve, mas o sindicato sublinha que as negociações vão prosseguir «pois muitas mais trabalhadoras podem e devem passar ao quadro e há ainda outros problemas a analisar e a resolver».

Há muitos anos que as trabalhadoras e o sindicato vinham a reclamar a efectividade e a «categoria de 2.ª» à Uniself. Segundo o sindicato, este já tinha denunciado a situação à inspecção do trabalho e à Câmara Municipal, «mas foi a marcação da greve e a previsível adesão total dos trabalhadores que obrigou a Uniself a regularizar a situação».

Das 130 trabalhadoras de 60 cantinas, apenas quatro estão neste momento efectivas, sendo que as restantes são contratadas a termo certo pela Unisef ou por empresas de trabalho temporário. Também os salários são muito baixos e não eram actualizados desde 2010. A estrutura sindical acrescenta ainda que os ritmos de trabalho são muito intensos devido à falta de pessoal.

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