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Contra a «imposição», trabalhadores da INCM realizam greve de três dias

Após 9 anos sem aumentos salariais e com vários direitos «cortados ou congelados», os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda rejeitaram a proposta que a administração lhes apresentou como «final».

Trabalhadores em protesto concentrados em frente ao edifício do Museu da Moeda
Trabalhadores em protesto concentrados em frente ao edifício do Museu da MoedaCréditos / SITE

Na proposta, a empresa pretendeu impor diversos «conteúdos gravosos» para os trabalhadores, tendo assumido uma «atitude de chantagem», denuncia no seu portal a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

«Só assim se pode classificar o facto de o Conselho de Administração declarar que "só há aumento salarial se os trabalhadores aceitarem a proposta na sua totalidade"», explica a Federação, a propósito da atitude da empresa.

Em plenários realizados no final de Maio, os trabalhadores da INCM repudiaram «este comportamento inaceitável» e, ao reprovarem a proposta apresentada pela administração, responderam de forma «clara».

«Confiantes de que a luta trará resultados positivos na negociação das suas reivindicações para o ano de 2019», os trabalhadores aprovaram a realização de uma greve nos dias 11, 12 e 14 de Junho no distrito de Lisboa, e nos dias 12, 13 e 14 nos distritos do Porto e de Coimbra, informa a Fiequimetal.

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