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Greves de Abril a anunciar Maio

As greves marcadas no grupo AdP, na ARM e na INCM, tendo objectivos específicos, vincam a mobilização para o 1.º de Maio, exigindo a valorização dos trabalhadores e a defesa dos direitos.

Mobilização promovida pela Fiequimetal, em Março, em defesa da contratação colectiva, horários humanizados, aumento real dos salários e emprego sem precariedade
Mobilização promovida pela Fiequimetal, em Março, em defesa da contratação colectiva, horários humanizados, aumento real dos salários e emprego sem precariedadeCréditos

Na Águas e Resíduos da Madeira (ARM), a greve está marcada para os dias 23 e 24; no Grupo Águas de Portugal (AdP), para dia 24; na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), para os dias 26, 27 e 30 de Abril e dia 2 de Maio.

Numa nota, a Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas/CGTP-IN) salienta o carácter próprio de cada luta, mas, igualmente, o modo como estas partilham as «exigências de valorização dos trabalhadores e de defesa dos direitos, que marcam a mobilização para o 1.º de Maio».

No comunicado mais recente aos trabalhadores da ARM, o Sindicato dos Trababalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA) «reafirma que a administração e o Governo Regional são responsáveis por se ir concretizar o recurso à greve»,

A estrutura sindical acusa a administração da ARM de, na reunião de tentativa de conciliação, realizada dia 12 na Direcção Regional do Trabalho, ter mantido «uma atitude de imposição das suas decisões que acentuam as discriminações, retiram direitos e revelam insensibilidade social e desrespeito pelo esforço e dedicação dos trabalhadores», não se esforçando «minimamente para encontrar soluções que evitassem o recurso à greve».

Com a greve de 48 horas, os trabalhadores procuram dar força às exigências de: um acordo de empresa que valorize o trabalho e os trabalhadores; aumento dos salários; fim das discriminações; melhores condições de segurança e saúde no trabalho; contratação de mais trabalhadores.

Por seu lado, os trabalhadores das empresas do grupo AdP vão estar em greve pelo «aumento dos salários, a uniformização dos direitos, a regularização dos vínculos precários, a atribuição de carreiras e categorias de acordo com as funções efectivas, e a duração normal do trabalho no limite de sete horas diárias e 35 horas semanais», lê-se no mesmo documento.

Na INCM, a decisão de efectuar um conjunto de greves parciais foi aprovada em plenário de trabalhadores no passado dia 12. A moção então aprovada e divulgada pelo SITE CSRA destaca a urgente actualização dos salários, que não são revistos desde 2009. No Porto e em Gondomar (Livraria e Contrastaria), a greve na INCM ocorre no dia 30 de Abril, segundo informou o SITE Norte.

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