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Como o ataque é brutal, o AbrilAbril adere à greve geral

Assumindo os princípios que nos regem, solidária com a luta de todos os trabalhadores, dada a ofensiva brutal do Governo PSD/CDS-PP e ante a necessidade de uma resposta em luta, a redacção do AbrilAbril adere à greve geral. Amanhã não há notícias, há combate! 
 

Créditos / CGTP-IN

Conforme o AbrilAbril tem noticiado, o Governo PSD/CDS-PP está a levar a cabo uma ofensiva sem precedentes contra os trabalhadores e o povo. A suposta agenda reformista e transformadora não passa de um eufemismo que traduz uma política de classe que visa incrementar a exploração e aumentar as margens de lucros dos grandes grupos económicos.

Eternizar a precariedade, aumentar os horários de trabalho, facilitar despedimentos, limitar a acção sindical, retirar direitos e roubar rendimentos são algumas das traves mestras do chamado pacote laboral. Desde a última greve geral, realizada a 3 de Dezembro, o Governo encenou um processo negocial, do qual a CGTP-IN, a maior representante dos trabalhadores, foi excluída.

A farsa negocial consubstanciou-se num falhanço absoluto, mas nem assim o Executivo perdeu a sua arrogância. A primeira versão do pacote laboral foi aprovada em Conselho de Ministros e o documento deu entrada na Assembleia da República e aí, com mais ou menos pruridos, o Governo conta com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal.

Sabemos que não podemos estar dependentes de arranjos tácticos de conveniência, de teatros mal amanhados incapazes de esconder convergências de fundo. Esta é a hora dos trabalhadores demonstrarem a sua força.

O AbrilAbril junta-se à greve geral  ciente de que somente a força de quem trabalha é que é capaz de derrotar o pacote laboral. Juntamo-nos aos milhões de trabalhadores que de forma organizada vão dar corpo à luta que tanto se exige. Não nos colocaremos à margem da história.

Aos nossos leitores apelamos também que se juntem à greve geral e saiam à rua para, mais uma vez, mostrar que o vento até pode ser forte e fustigar-nos o rosto, mas nunca lhe viraremos a cara.

Se o ataque é brutal, a greve é geral!
 

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