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Com salários em atraso, trabalhadores da Coralfish agendam concentração

Na sexta-feira, a empresa ainda não tinha pago os salários referentes ao mês de Julho e os subsídios de férias de 2022. Assim, os trabalhadores decidiram realizar uma concentração de protesto, em Peniche.

Créditos / CGTP-IN

A acção de luta terá lugar na próxima quarta-feira, dia 17, entre as 12h30 e as 13h30, junto às instalações da empresa, em Atouguia da Baleia (Peniche), informa no seu portal o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC/CGTP-IN).

A realização do protesto tem como motivo o facto de não existir uma previsão de pagamento dos salários, uma situação que, destaca o sindicato, «coloca numa situação desagradável todas as famílias que dependem» deles.

Neste contexto, torna-se mais difícil pagar as despesas habituais, motivando atrasos nos pagamentos que podem levar a «possíveis situações de corte ou suspensão de serviços». Também a aquisição dos bens alimentares se torna mais difícil, afirma a organização sindical, «podendo levar a casos de fome e de má-nutrição, especialmente para quem vive sozinho ou tem filhos e outras pessoas dependentes».

Com 15 trabalhadores, na sua maioria mulheres, a Coralfish é uma empresa de produtos congelados, e desde Abril reduziu o horário de trabalho a todos os funcionários.

Num documento, a empresa passou a mensagem de que esta era a única forma de proteger o posto de trabalho, explica o STIAC, acrescentando que, desde então, «o problema se tem agravado».

«O salário nem sempre foi pago no último dia do mês e sempre na incerteza de o receber», afirma.

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