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CGTP-IN: «Portugal tem o dever de defender e proteger» imigrantes timorenses

A central sindical defende o «reforço dos meios de combate às redes de tráfico de pessoas e a quaisquer agentes que, a troco de avultadas quantias, têm deixado os cidadãos timorenses em situação de extrema fragilidade».

Trabalhadores imigrantes organizados no Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) participam na manifestação em Lisboa, convocada pela CGTP-IN. 15 de Outubro de 2022 
Situação habitacional em que se encontram muitos trabalhadores imigrantes, de Timor-Leste e de outros países Créditos / SINTAB

Em comunicado, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) «repudia toda e qualquer forma de exploração humana e laboral. Devem ser reforçados os meios de combate às redes de tráfico de pessoas e a quaisquer agentes que, a troco de avultadas quantias, têm deixado os cidadãos timorenses em situação de extrema fragilidade».

A presença de cidadãos timorenses, usados em redes de exploração laboral que abandonam os trabalhadores em casas sem condições de habitabilidade, foi denunciada, originalmente, pela Câmara Municipal de Serpa, que procedeu ao realojamento de várias pessoas no concelho.

«Todos os que caem na malha dessas organizações sem escrúpulos, acabam por chegar a Portugal e ficar numa situação de vulnerabilidade. Sem trabalho, sem dinheiro e, em alguns casos, sem abrigo».

Para além das autarquias, o Alto Comissariado para as Migrações tem enviado equipas de apoio para o Martim Moniz, prestando auxílio aos timorenses em situação de sem abrigo, assim com a pessoas de outras nacionalidades, «em situação de grande vulnerabilidade».

Reforço da fiscalização do SEF deve ter em conta os direitos e a dignidade das pessoas imigrantes

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tem vindo a reforçar, recentemente, o controlo no Aeroporto de Lisboa, com a intenção de fiscalizar, em Portugal, as situações de imigração ilegal, exploração laboral e tráfico de pessoas, nomeadamente as provenientes de Timor-Leste.

«Na opinião da CGTP-IN, as acções de fiscalização levadas a cabo pelo SEF devem focar-se exclusivamente no combate às redes, pessoas e organizações que se dedicam ao tráfico e à exploração humana e laboral, garantindo plenamente os direitos dos cidadãos timorenses que querem vir para o nosso País em busca de melhores condições de vida e de trabalho».

«Todos os cidadãos, independentemente da sua nacionalidade ou origem étnica, têm a mesma dignidade e os mesmos direitos, que devem ser salvaguardados e defendidos em todas as circunstâncias», defende a central sindical. 

«Portugal tem o dever de os defender e proteger!».

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