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A luta na Brisa beneficiou todos

O acordo de princípio firmado entre o CESP e a administração da Brisa, a maior empresa concessionária de auto-estradas, permitirá «salvaguardar os salários mais baixos do impacto da crise».

Os lucros do grupo Brisa atingiram os 136,1 milhões de euros em 2017, um crescimento de 48,4% face ao ano de 2016
Os lucros do grupo Brisa atingiram os 136,1 milhões de euros em 2017, um crescimento de 48,4% face ao ano de 2016Créditos / CGTP-IN

Ao cabo de vários anos, «foi finalmente possível acabar com a limitação que impossibilitava os salários mais baixos de terem direito às diuturnidades por completo», anunciou, em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).

As conquistas não ficam por aí. No que aos salários mais baixos diz respeito, face ao insuficiente preenchimento de vagas no sector da obra civil, foi possível levar a empresa a assumir «um compromisso de pagamento do desempenho de categoria superior, ou seja, sempre que os ajudantes da obra civil assumam funções de oficial de obra civil».

Será aplicado um aumento geral de 2% para a tabela salarial (arredondando ao euro superior), assim como «para as restantes cláusulas de expressão pecuniária».Vários subsídios de função, para operadores no Centro de Comunicação Operacional e operadores de portagem, serão aumentados em 50 euros.

«Do princípio ao fim do processo negocial, o CESP bateu-se para que o aumento ocorresse em valor nominal, distribuindo de forma igualitária a mesma quantia para todos os trabalhadores, salvaguardando os salários mais baixos».

Por muito importante que seja a consagração destes direitos, o CESP garante que a luta «por uma melhor e mais justa distribuição do rendimento» é para continuar. «A luta dos trabalhadores é a luta transformadora, por melhores condições de vida e por uma sociedade melhor».

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