|Metropolitano de Lisboa

Aumentos salariais insuficientes no Metro de Lisboa

Os sindicatos representantes dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa consideram que o aumento de 10 euros proposto pela administração da empresa na última reunião é «manifestamente insuficiente».

Para os peticionários, o Metro deixará de ser «uma opção atractiva» para os 18,7 milhões de entradas e saídas de passageiros que se registaram em 2017 nas estações da linha Amarela a norte do Campo Grande
Créditos / yelp

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) explica que o aumento proposto, na quarta-feira, pelo conselho de administração de apenas dez euros «é manifestamente insuficiente, porque ano após ano os trabalhadores do Metro de Lisboa têm visto o seu poder de compra ser drasticamente reduzido».

Desta forma, a federação revela que não vai abdicar de ver discutidas quatro matérias que consideram de crucial importância, nomeadamente o aumento real do salário, a dignificação das categorias profissionais, a redução do horário semanal de trabalho para as 35 horas e o direito ao transporte na zona da Área Metropolitana de Lisboa.

«O discurso de dificuldade, proferido pelo presidente do conselho de administração, não é novo para os trabalhadores do Metro de Lisboa, que apesar de tudo nunca viraram as costas às suas responsabilidades com o profissionalismo que os caracteriza, pelo que exigem que os representantes da empresa façam o mesmo na defesa do Metropolitano e dos seus trabalhadores junto do Governo», pode ler-se no documento.

Segundo a estrutura sindical, a empresa fez uma análise à proposta apresentada e, após explicar o seu entendimento sobre as matérias em discussão, a todas elas respondeu com um «não, com um discurso de dificuldades acrescidas, agora com falta de passageiros».

As negociações para revisão do acordo de empresa vão ter nova reunião a 14 de Abril, sendo que as organizações sindicais decidiram avançar com a marcação de um plenário geral de trabalhadores para 15 de Abril.


Com agência Lusa

Tópico