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Armatis Portugal: dois meses de greve parcial

A decisão dos trabalhadores é clara: não vão continuar à espera. Foi convocada greve para dia 12 de Dezembro e greve parcial a todas as segundas-feiras, de 19 de Dezembro até ao fim de Fevereiro.

Créditos / Armatis

Há mais de um ano que os trabalhadores da Armatis Portugal, empresa especializada na gestão e implementação de soluções de call-centers, travam um braço de ferro com a administração no que toca a aumentos salariais. Ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav/CGTP-IN), em reunião, a empresa justificou-se: «se os outros não aumentam salários, não vai a Armatis fazê-lo.»

Não tendo os trabalhadores acreditado na desculpa, a administração desencantou um «habilidoso truque», como o descreve o sindicato, resolvendo a questão do aumento salarial através da transferência do valor total do subsídio de línguas e parcial do prémio de absentismo para a remuneração base fixa.

Trata-se de um aumento salarial sem que nenhum valor tenha sido acrescentado ao salário. Feitas as contas, no final de cada mês, «o rendimento global continua a ser o mesmo, ou seja, a empresa não acrescenta um cêntimo no salário dos trabalhadores, mantém o valor ridículo no subsídio de refeição, e está claro ser intenção da empresa de, nos próximos anos, não mais falar em revisão dos salários até que o salário mínimo nacional venha dar um empurrão».

O caldo entornou e «os trabalhadores perderam a paciência». Depois de uma acção de luta, com o apoio incondicional do Sinttav, no dia 14 de Fevereiro, os trabalhadores partem para um período prolongado de greves, ao longo de dois meses, para que a sua posição fique clara: os salários são para aumentar, de vez.

A greve no dia 12 de Dezembro será total, abrangendo todos os turnos, mas, a partir de dia 19 de Dezembro, os trabalhadores da Armatis vão realizar greves parciais das 9h até às 11h, das 15h até às 17h e das 19h até às 21h. Em qualquer destes períodos os trabalhadores podem entrar em greve.

No final de Fevereiro, caso a empresa ainda não tenha compreendido a determinação dos trabalhadores, serão discutidas novas formas de luta.

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