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A administração do Metro de Lisboa «identificou os trabalhadores como inimigos»

Através de um acto administrativo, o Metropolitano de Lisboa tentou impedir a participação do maior número de trabalhadores nos plenários, exigindo o cumprimento de serviços mínimos «ilegais», afirma a Fectrans.

Metropolitano de Lisboa 
Metropolitano de Lisboa CréditosMário Cruz / Agência Lusa

O braço de ferro continua. Após várias greves laborais e sucessivas tentativas, por parte da administração do Metropolitano de Lisboa, de impedir os trabalhadores de exercer o seu direito à greve, o Metro tenta agora impedir que os seus funcionários reunam em plenário, um direito inalienável de qualquer trabalhador.

Trata-se de um exemplo claro de «limitação de direitos sindicais», lamenta, em comunicado, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN). O Metro de Lisboa está a exigir o cumprimento de serviços mínimos em vários sectores, muito embora a lei não lhe atribua «qualquer direito de os definir unilateralmente». 

Para fazer aquilo que está, por estes dias, a fazer, a administração «tinha que pedir a intervenção da Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para haver um processo de discussão dos mesmos».

De qualquer forma, refere a federação sindical, o argumento usado é completamente falacioso, tendo em conta que os sindicatos e os trabalhadores sempre «garantiram os serviços mínimos nos termos da lei, quer nas greves, quer nos plenários».

«A administração devia estar a trabalhar para a existência de serviços máximos através da resolução do conflito laboral e a tomar medidas para a prestação de um serviço público com qualidade nos comboios e estações». Infelizmente, o Metropolitano de Lisboa «entende ser mais importante a limitação de direitos sindicais», elegendo os «trabalhadores como inimigos».

No entender da Fectrans, as práticas ilegais e o desprezo pelos trabalhadores só demonstram «que estamos perante uma administração obsoleta».

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