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Adesão nacional à greve superior a 80% na Fundação INATEL

A paralisação, marcada para as unidades da fundação em todo o país, que pretendia exigir o cumprimento do Acordo de Empresa, teve uma grande expressão.

Trabalhadores da unidade da Fundação INATEL de Cerveira em protesto
Trabalhadores da unidade da Fundação INATEL de Cerveira em protesto Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Os trabalhadores da Fundação INATEL estiveram sexta-feira em greve a nível nacional, verificando-se uma grande adesão nas unidades hoteleiras, designadamente Albufeira, Foz do Arelho, São Pedro do Sul, Piódão e Cerveira. Em nota do Sindicato de Hotelaria do Centro (CGTP-IN) indicam-se valores de 60 a 100% nas várias unidades.

Os trabalhadores estiveram em luta pelo cumprimento do Acordo de Empresa, designadamente o pagamento do subsídio nocturno, subsídio de turno, abono de falhas, folgas rotativas ao fim de semana, e exigiram aumentos salariais. Os representantes dos trabalhadores afirmaram que, a este respeito, a direcção «não honrou os seus compromissos de apresentar uma proposta de aumentos salariais para 2019».

O sindicato acrescentou que o serviço de quartos registou uma adesão de «praticamente 100%», levando a direcção a fazer um desconto de 50% aos clientes por não assegurar o serviço de quartos.

Também as secções de restaurante e cozinha registaram «grande adesão à greve» em muitas unidades hoteleiras tendo a direcção dado orientações aos clientes para fazerem as refeições em restaurantes exteriores garantido o pagamento das contas respectivas, pode ler-se na nota.

As secções de manutenção e lavandaria obtiveram igualmente uma elevada adesão, estimando-se uma adesão menos expressiva nas secções de recepção e economato, bem como nos parques de campismo, estabelecimentos termais e desportivos, agências, sede e delegações da fundação. Em jeito de balanço, o sindicato concluiu então uma «adesão global a nível nacional seja superior a 80%».

Alerta ainda para a ocorrência de diversas «ilegalidades» em algumas unidades hoteleiras, designadamente a substituição de grevistas por trabalhadores exteriores às unidades, «tendo sido accionada a ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] em algumas delas». 

Trabalhadores da unidade da Fundação INATEL de Albufeira em protesto Créditos

O Sindicato de Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) comunicou à imprensa que, no INATEL Albufeira, a adesão à greve foi de «cerca de 75%», tendo os trabalhadores estado concentrados durante a manhã em frente àquela unidade hoteleira. «Os trabalhadores do INATEL Albufeira mostraram, mais uma vez, que estão unidos e determinados para continuar a lutar por uma vida melhor, para si e para a sua família.», acrescentou a nota.

O sindicato reafirmou a sua solidariedade e apelou a que os trabalhadores não cedam a «eventuais chantagens ou ameaças».

A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN) vai agora solicitar nova reunião à INATEL e afirma que caso esta «não altere a sua postura», voltará a propor formas de luta aos trabalhadores.

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