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ABIC exige soluções para todos os bolseiros

A associação alerta para os constrangimentos à investigação, fruto das medidas de contingência, e exige que todos sejam contemplados pelas medidas de apoio, independentemente do tipo de bolsa.

Protesto faz parte de uma campanha sob o mote «Uma bolsa + Um bolseiro = Um contrato»
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«A situação desenvolveu-se muito rapidamente», disse Bárbara Carvalho, vice-presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), em declarações ao AbrilAbril. «Na manhã de dia 12 de Março reunimo-nos com a FCT [Fundação para a Ciência e Tecnologia] e mostrámos a nossa preocupação em relação ao concurso para bolsas de doutoramento e projecto, a terminar no fim do mês», referiu, acrescentando que, nesse encontro, a FCT não tinha ainda nenhum plano que salvaguardasse os rendimentos dos bolseiros, postos em causa pelas medidas de contingência da pandemia de Covid-19.

Segundo Bárbara Carvalho, no dia seguinte, a ABIC apresentou por escrito, em conjunto com a Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN), um pedido de prorrogação do prazo dos concursos e dos contratos que estivessem para terminar. Nesse dia, a FCT anunciou a medida de prolongar por um mês todos os contratos de bolsa directamente financiados por esta instituição.

«Não pode haver bolseiros de primeira e de segunda», alertou a dirigente, sublinhando que todos os investigadores contratados pelos centros de investigações e pelas instituições devem ser contemplados pelas medidas de excepção. Alargar a reivindicação e fazer pressão junto do Ministério da Educação e das instituições de Ensino Superior é agora o próximo passo da ABIC.

Nestes dias, a associação dinamizou um inquérito que conta já com 1600 respostas para «mapear os constrangimentos» que estes estão a sentir ao normal desenvolvimento dos seus planos de trabalho.

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