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Abaixo-assinado quer acabar com a discriminação no Inatel de Albufeira

Trabalhadores exigem um reforço do quadro de pessoal para «colmatar as falhas existentes em todos os departamentos e secções». Só assim será possível prestar «um serviço de qualidade».

CréditosMário Cruz / Lusa

Após vários anos sem resposta para um sem número de problemas, os trabalhadores do Inatel de Albufeira decidiram organizar um abaixo-assinado, dirigido ao Conselho de Administração e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que tutela a Fundação Inatel.

Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato de Hotelaria do Algarve (SHA/CGTP-IN) salienta a justeza das reivindicações destes trabalhadores, que lutam por um «aumento salarial intercalar», a somar ao aumento de 0,9% dado em Janeiro passado, insuficiente para fazer face ao «brutal aumento do custo de vida e o cumprimento do Acordo de Empresa que a Fundação Inatel continua a desrespeitar».

Outra questão referida no abaixo-assinado é a instituição das 35 horas de trabalho semanais para todos, pondo termo à discriminação existente actualmente: «uns têm um horário de trabalho de 35 horas semanais e outros são obrigados a cumprir um horário de trabalho de 40 horas semanais».

Recorrendo ao trabalho suplementar, a administração evita reforçar o quadro de pessoal, expondo as «falhas existentes em todos os departamentos e secções». Sem a resolução deste problema será impossível aliviar a «elevada penosidade do trabalho e garantir um serviço de qualidade aos clientes».

Solidário, o SHA reafirma a sua confiança na luta dos trabalhadores do Inatel Albufeira e apela à unidade dos trabalhadores, para dar força às suas justas reivindicações. Em 2018, o sindicato «deu um contributo indispensável para a criação do Acordo de Empresa em vigor desde então».

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