No texto proposto pelos comunistas é referido o reconhecimento da personalidade de Fidel Castro, «cuja dimensão foi universalmente reconhecida, não apenas pelos que partilham do seu ideal e projecto de construção de uma sociedade mais justa e solidária, mas também pelos mais diversos estadistas e dirigentes ao nível mundial».
O voto lembra o percurso de Fidel na luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, até 1959, e «mobilizando o povo cubano na construção de uma sociedade socialista, tendo enfrentado, desde 1962, o bloqueio económico, financeiro e comercial imposto pelos EUA ao seu país».
O PCP faz-se representar nas cerimónias fúnebres que têm lugar hoje, em Havana, Cuba, por Albano Nunes, dirigente do Partido.
O documento proposto pelo PS, tal como o voto apresentado pelo PCP, refere o papel de Fidel na história da América Latina e internacional, assim como o seu contributo para «as relações diplomáticas e de proximidade entre Portugal e Cuba após a Revolução do 25 de Abril».
Ambos os partidos lembram a passagem do antigo primeiro-ministro, presidente do Conselho de Estado e de Ministros de Cuba, até 2008, e primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, até 2011, pelo Porto, no âmbito da sua participação na Cimeira Ibero-Americana de 1998.
O voto comunista foi aprovado com os votos a favor do PCP, do BE e do PEV, a abstenção do PSD, do PS e do PAN, e o voto contra do CDS-PP. O documento do PS teve os votos a favor do proponente, do BE, do PCP e do PEV, a abstenção do PSD e do PAN, e o voto contra do CDS-PP. Em ambos os casos, alguns deputados do PS, do PSD e do CDS-PP votaram de forma diferente da restante bancada.
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