«Obra alicerçada em factos documentados e vividos», o livro foi apresentado hoje, no Teatro da Trindade, em Lisboa, numa cerimónia inserida nas comemorações do 46º aniversário da CGTP-IN, ocorrido no passado dia 1 de Outubro.
Este é um livro que resulta do contributo de sindicalistas que participaram activamente na vida sindical durante este período. Segundo a central sindical, a par do relato da luta por melhores condições de vida e de trabalho, «estes contributos são também a história do combate por princípios e valores inscritos na Constituição da República, alguns só até à revisão de 1989, como sejam a defesa da reforma agrária, do sector empresarial do estado ou da irreversibilidade das nacionalizações».
A CGTP-IN lembra que este foi um combate desigual porque «a contra-revolução já se instalara no poder e usava o aparelho de Estado para destruir as conquistas de Abril». Sublinha ainda que foi um período em que houve assassínios, bombas, incêndios e assaltos a instalações de partidos de esquerda, designadamente do PCP e do MDP/CDE, de sindicatos e uniões, e em que a GNR e a polícia de choque foram usadas para tentar impor a lei da força face às investidas contra-revolucionárias.
No sindicalismo, a Intersindical considera que o facto de a obra ser da autoria de intervenientes em muitos dos acontecimentos relatados, dá uma perspectiva de bastidores «importante para os jovens quadros sindicais», tanto dos aspectos orgânicos das tomadas de decisão que caracterizam a CGTP-IN enquanto central sindical, como dos conflitos e das tensões geradas nesses momentos.
A CGTP-IN caracteriza este como um dos períodos mais intensos que o sindicalismo português já conheceu, bem espelhado nesta obra.
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