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Lisboa e Porto assinalam 78 anos da Nakba

A «catástrofe» (Nakba) palestiniana aconteceu a 15 de Maio de 1948. A partir de hoje e nos próximos dias, em Lisboa e no Porto haverá debates, concentração e iniciativas culturais sobre o tema.

À forma como se deu a criação do Estado de Israel, entre 1947 e 1948, com a expulsão de metade da população palestiniana e a destruição de meio milhar de vilas e aldeias, deu-se o nome de Nakba («catástrofe», em árabe). Setenta e oito anos depois, a data é assinalada com cada vez mais actualidade.

O projecto de ocupação de toda a Palestina histórica para a construção do Grande Israel ainda hoje torna necessária a continuação do debate sobre a Nakba.

Porto

Esta quinta-feira, 14 de Maio, a Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto recebe, às 18h, o debate «A catástrofe continua», com a presença de Luís Miguel Loureiro e Tiago André Lopes, professores universitários; Álvaro Pinto, do MPPM; e Manuel Branco, do CPPC.

Lisboa

Entre hoje e o dia 17 de Maio, entre as 15h e as 2h, será possível conferir a exposição Crianças de Gaza: Esperança Renascida, na Casa do Comum em Lisboa. Dividida em quatro partes, «Realidades Quotidianas», «Alvejar a Infância», «Seis Guerras de Idade» e «Vozes das Próprias Crianças», a exposição integra-se na iniciativa Arte pela Palestina e foi originalmente concebida pela This Is Palestine em colaboração com Visualizing Palestine. 

Esta sexta-feira, dia 15, há uma concentração em Lisboa de solidariedade com a Palestina, na Praça Luís de Camões, pelas 18h. O acto público é organizado pelo MPPM, CPPC, Projecto Ruído – Associação Juvenil e CGTP-IN.

No sábado, a Casa do Comum também recebe, pelas 18h30, o debate «Crianças de Gaza: Esperança Renascida» sobre a infância no cerco e na guerra, e as sementes de resistência cultural e psicológica. No dia seguinte, o espaço exibe a curta-metragem An Orange from Jaffa (2024), às 18h, seguindo-se um debate com convidados. O filme de Mohammed Almughanni, Samer Bisharat e Kamel El Basha conta a tentativa de um jovem a chegar à cidade de Jaffa ocupada.

Todas as iniciativas têm entrada livre.

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