O Dia da Liberdade, celebra a revolução de 25 de Abril de 1974 que derrubou a ditadura, sendo comemorado com desfiles populares, concertos e exposições por todo o país.
Uma das iniciativas integrada nas comemorações do 25 de Abril é a exposição virtual «O Povo É Quem Mais Ordena», organizada pela Área Metropolitana de Lisboa (AML), envolvendo em parceria os seus 18 municípios. Será apresentada em 20 núcleos, integra um filme sobre o poder local, o mural de azulejos «A Metropolitana», da autoria do artista plástico Mário Linhares e fotografias de Vasco Granja.

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A exposição virtual, «O Povo É Quem Mais Ordena», «assinala cinco décadas de cultura em liberdade e recorre a sons, fotografias, vídeos e entrevistas para abordar diversos temas, entre os quais as lutas operárias, o movimento associativo, a resistência das mulheres, o neorrealismo, os murais, a literatura, a música, as artes plásticas e a resistência antifascista», segundo o texto da organização. Esta exposição resulta do trabalho do Grupo de Trabalho Metropolitano da Cultura, constituído por representantes políticos e técnicos dos 18 municípios da região metropolitana e «visa valorizar a soberania popular como pilar fundamental da democracia». A exposição está acessível nas páginas de internet de todos os municípios participantes, através do endereço http://www.aml.pt/25abril-50anos.
No Centro de Artes de Sines1 vai também ser apresentada a exposição de fotografia «25 de Abril de 1974, Quinta-Feira», da autoria de Alfredo Cunha, até 30 de maio de 2026. As imagens de Alfredo Cunha celebram a liberdade, preservam a memória de Salgueiro Maia e evocam o espírito do 25 de Abril de 1974.
Destacamos ainda a exposição «50.5: Liberdade Em Cinco Atos» na Galeria Municipal do 112, em Setúbal, que decorre de 18 de abril a 6 junho, uma reflexão artística contemporânea no feminino sobre a liberdade enquanto construção contínua, que convoca cinco artistas mulheres, Ana Férias, Ângela Penedo Miranda, Daniela Guerreiro, Rita Melo e Sílvia Rodrigues.
O Centro de Artes – Museu Barata Feyo3, em Caldas da Rainha, apresenta a exposição coletiva «ROOTS 2025 – Migração, Identidade, Transculturalidade», que decorre até 30 de abril de 2026.
Esta exposição é o resultado da residência artística ROOTS 2025 que reúne quatro artistas de Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Senegal, respetivamente Sara Baga, Marilú Nmaapengo Námoda, Amadeo de Sousa e Modou Yeng Yacine sob o convite dos co-curadores Francisco Vidal e Patricia Leal. Esta curadoria realça a importância de «raízes» como ponto de partida para um diálogo contemporâneo sobre pertença, deslocação e construção identitária.

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Amadeo Carvalho (Cabo Verde, 1985) atualmente a viver em Londres é um artista que trabalha entre a pintura, a poesia e a fotografia, como cartografias sensoriais e narrativas, onde convergem a palavra e imagem. Patrícia Leal (Alemanha, 1973) enquadra-se no domínio da estética ambiental, refletindo sobre como nos posicionamos em relação à natureza, às espécies animais, vegetais e orgânicas. Francisco Vidal (Lisboa, 1978) em que o seu trabalho apresenta uma conotação histórica e política, abordando temáticas como a diáspora africana, miscigenação cultural e identitária. Marilú Mmaapengo Námoda (Moçambique) questiona a possibilidade do amor como uma força cósmico-política ancestral capaz de curar a «ferida colonial» em suas múltiplas expressões de neocolonialidade, cis-hetero-patriarcado e capitalismo. Modou Dieng Yacine (Senegal) vive em Chicago, Illinois e vem incorporando nas obras materiais como ganga, serapilheira, cartão e molduras de madeira, discos de vinil, afirmando assim tanto a sua identidade africana como o estilo de vida contemporâneo em que se encontra.
O projeto «ROOTS» surgiu no LAC-Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos, com a sua primeira edição em 2011, criando diversas residências artísticas e exposições, fomentando a reconciliação de memórias e o encontro entre culturas.
O Museu da Imagem em Movimento (MIMO)4, em Leiria, apresenta a exposição «A Luz do Meu Lugar» com fotografias de Jorge Bacelar, que vai decorrer até 26 de abril de 2026.
Esta exposição, organizada no âmbito do 29.° aniversário do MIMO, em que o fotógrafo e veterinário Jorge Bacelar retrata de uma forma muito profunda e singular o mundo rural, que ele tão bem conhece, apresentando imagens que «transcendem o registo documental e tocam o território da emoção. Com um olhar atento e intimista, Bacelar revela o tempo e o silencio da vida rural, onde homens, mulheres e animais partilham o espaço em harmonia profunda.», como refere o texto da exposição.
O texto acrescenta ainda que as fotografias de Bacelar, «repletas de jogos de luzes e sombras, mostram rostos que contam histórias, gestos que revelam afetos, e olhares que falam de cumplicidade e respeito. Nesta mostra, cada retrato é mais do que uma imagem: é uma janela para o mundo interior do fotógrafo, onde a ternura, a dignidade e a ruralidade se entrelaçam numa linguagem visual única. «A Luz do Meu Lugar» é um convite a ver com o coração e a reconhecer a beleza do indizível que habita na vida.»
«Passo horas a falar com as pessoas», revela o artista. «O meu tipo de fotografia é no interior. Tiro fotografias às pessoas dentro de casa, ou nos estábulos. Para isso tem que haver uma certa cumplicidade e amizade.»
Entre os diversos prémios e concursos em que o trabalho artístico de Jorge Bacelar foi reconhecido, destacamos os últimos, em 2016, onde foi vencedor europeu do concurso fotográfico internacional «2016 OIE Photo Competition» e no mesmo ano, em Itália, no prestigiado concurso internacional «Siena International Photography Awards 2016», em que recebeu a distinção «Remarkable Award».
O Dia Mundial da Arte celebra-se todos os anos no dia 15 de abril, data de nascimento de Leonardo da Vinci, homenageando um dos maiores génios da história e promovendo a criatividade global. Com o fim de celebrarmos o Dia Mundial da Arte, deixamos aqui algumas sugestões de exposições que podem ser visitadas nesta data.
O Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende5, em Gondomar, apresenta a exposição «Arder a Palavra» de Isabel Carvalho, até 2 de maio de 2026, que inclui um conjunto de painéis cerâmicos resultantes de uma investigação que articula ciência e prática artística, recuperando saberes da tradição em que as cinzas vegetais eram usadas na formulação de esmaltes cerâmicos.

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«Quatro Projetos de Escultura» na Biblioteca de Azeitão6, de 11 a 24 de abril, com os artistas Anabela Camelo, Francisco Palma, Maria Bargado e Paulo Óscar. Nesta exposição podemos encontrar peças em grés moldadas à mão que mimetizam de forma abstrata as paisagens costeiras, ou uma instalação como reflexão sobre a relação entre homem e a natureza, ou esculturas em têxtil onde se criam narrativas ficcionadas de uma carga simbólica muito forte, ou ainda, outras esculturas onde se procura explorar o desenho a partir da observação de elementos vegetais, explorando a representação da matéria e forma através da linha.
E, por último, a exposição de gravura «Matrizes» de Nim. Teresa Castanheira, presente na Galeria Diferença7, em Lisboa, até 11 de abril. Olhemos então as gravuras pelas palavras da artista, quando nos diz que encara «a matriz como uma finalidade em si pela sua riqueza e validade plástica e não como um meio a preservar a desmultiplicação tão cara à arte da gravura. Aqui a linguagem matérica e gestual é todo um processo de obtenção de outros resultados aplicados a esta técnica milenar.»
- 1. CAS – Rua Cândido dos Reis – Sines. Horário: Segunda a sexta, das 14h às 20h; sábados e feriados, das 12h às 18h.
- 2. Galeria Municipal do 11 – Av. Luísa Todi 5, 2900-461 Setúbal. Horário: terça a sábado, das 11h às 13h e das 14h às 18h.
- 3. Centro de Artes da Caldas da Rainha – Rua Dr. Ilídio Amado, 2500-217 Caldas da Rainha. Horário: terça a sexta, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 13h e das 15h às 18h.
- 4. MIMO – Largo de S. Pedro (Cerca do Castelo) – Leiria. Horário: todos os dias, das 9h30 às 17h30.
- 5. Fundação Júlio Resende — Rua Pintor Júlio Resende, 105 4420-534 Valbom, Gondomar, Horário: segunda a sexta, das 9h às 12h30 e das 14h30 às 18h30.
- 6. Biblioteca de Azeitão — Rua de Lisboa, 11, V. N. Azeitão. Horário: segunda a sexta, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30; sábados, das 14h às 18h.
- 7. Galeria Diferença – Rua São Filipe Néri 42 Cave 1250-012 Lisboa. Horário: terça a sexta, das 14h às 19h, e sábado, das 15h às 20h.
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