A informação foi divulgada em comunicado, esta quarta-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento Social no enclave costeiro, a propósito do Dia do Órfão no Mundo Árabe, que se assinala no início de Abril.
Só na província de Gaza – precisou a tutela – há 21 125 órfãos, o que representa 32,7% do total verificado, indica o documento a que a agência iemenita Saba faz referência.
Declarando o seu compromisso com a protecção dos direitos das crianças órfãs, incluindo a garantia da sua dignidade e de uma vida decente, o ministério destacou as graves condições humanitárias que os órfãos enfrentam na Palestina e, em particular, naquele território.
Neste sentido, apontou que as crianças órfãs, além da perda dos pais, sofrem com a deslocação forçada, a destruição das suas casas, a interrupção da prestação de cuidados de saúde e da educação, bem como com a falta de comida e medicamentos.
Perante esta situação, o Ministério do Desenvolvimento Social instou organizações locais e internacionais a apoiar os menores órfãos palestinianos, de modo a garantir-lhes os recursos necessários, a melhorar as suas condições de vida e a proporcionar-lhes oportunidades para que possam viver com dignidade.
Segundo refere a fonte, o documento solicita ajudas financeiras mensais com vista à satisfação de necessidades básicas, em que se inclui o fornecimento de comida e vestuário, e a reconstrução de casas.
Também destaca a importância de protecção legal para garantir que os órfãos não sejam explorados, assim como a de programas de apoio psicológico e social para ajudar as crianças a lidar com a perda dos pais.
Mais de um milhão de crianças precisam de apoio
Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) alertou que mais de um milhão de crianças na Faixa de Gaza necessitam de serviços de saúde mental e apoio psicológico e social, ao cabo de mais de dois anos de guerra genocida israelita.
Sima Alami, funcionária da organização, observou que 96% das crianças no enclave «sentem que a morte é iminente», o que «reflecte a profundidade do medo e do trauma que vivem diariamente».
De acordo com Alami, 61% das crianças no território sofrem de perturbação de stress pós-traumático, 38% de depressão e 41% de ansiedade. «Não se trata simplesmente de sofrimento psicológico… É uma emergência generalizada de saúde mental», afirmou, citada pela Wafa.
De acordo com fontes médicas no território, a ofensiva lançada por Israel desde 7 de Outubro de 2023 provocou 72 289 mortos e 172 043 feridos entre a população palestiniana, havendo um número indeterminado de corpos sob os escombros aos quais as equipas de resgate ainda não conseguem aceder.
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